Boas novas

Há umas duas semanas o Jr recebeu um email do CNPq avisando que o projeto dele tinha sido aceito no programa Ciência sem Fronteiras.  Mas para poder assinar o termo de conce$$ão da bolsa ele teria que enviar documentos adicionais. Considerando o desempenho acadêmico dele nem teríamos dúvidas de que ele ganharia, mas ele tinha que mostrar fluência em inglês e ter mestrado ou formação equivalente. O inglês é avaliado de acordo com a nota do Toefl, mas ele ficou com dois pontinhos a menos do que o necessário. O mestrado ele começou, mas as aulas daqui iniciaram e ele teve que largar. Ele ligou pro CNPq perguntando o que era a tal formação equivalente que dizia no site, mas não souberam responder, então ele perguntou se podia ser iniciação científica na graduação e disseram que achavam que sim. Abrindo um parênteses: como assim a pessoa que é contratada para tirar as dúvidas não sabe a resposta? Sim, voltando. Jr fez iniciação científica durante o curso inteiro, por três anos. Mesmo assim ficamos em dúvida e com medo dele não ser aceito por essas duas besteirinhas. Eis que hoje quando ele abre o email tem lá um dizendo que a bolsa será concedida pra ele!!! Uhuuuu!! Ficamos muuuito felizes!! Esse programa (CSF) concede bolsas de estudo no exterior para alunos que se destaquem no meio acadêmico. Eles dão um auxílio instalação, passagem, plano de saúde e uma quantia em dinheiro por mês. Inclusive tem um amigo de um amigo dele que estudou na mesma universidade do Jr que está aqui na WUSTL fazendo graduação sanduíche (vai ter que voltar no comecinho do ano que vem :( ) Esse rapaz falou que também recebe um auxílio alimentação, mas ainda não vi o termo de concessão da bolsa pra doutorado e não sei com o quê tanto seremos beneficiados. Já estamos instalados aqui e já pagamos o plano de saúde, mas acho que não podemos ser reembolsados. Vou ler com calma depois esse termo. Fiquei tão feliz que vim correndo contar aqui no blog! hahaha Vocês tão pensando: nossa, como o governo é bonzinho. Eles dão tudo isso, maaaas (sempre ele) a gente tem que voltar pro Brasil e passar o mesmo período que passamos aqui recebendo a bolsa ooou se quisermos podemos quitar nossas dívidas (tudo que eles nos “deram”) e ficar em qualquer lugar do mundo. Duas coisas devem ser levadas em consideração além da vontade de voltar ou ficar: a primeira é que existe casos em que uma instituição quer tanto uma pessoa que resolve pagar essa dívida com o governo, a segunda é que com o salário que eles pagam por essas bandas pra um doutor é muito bom e dar pra pagar (parcelado, claro!) esse montante. Mas isso só vamos pensar no último ano do doutorado, por enquanto vamos aproveitar o que os EUA têm de melhor e comemorar!!! Nossa semana começou com o pé direito!!

P.s: com o comentário da Binha vim atualizar o post: vamos acumular essa bolsa com a que já recebemos aqui. Isso pode porquê uma é concedida pelo Governo brasileiro e a outra pela instituição americana. Se as duas fossem do Brasil teríamos que optar.

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