Praticando que se aprende.

E aí que a verdade é: você só aprende na prática!

Quando vim pra cá, jurava que pão era bread. A gente chama pão massa fina, pão francês, pão bola, pão de forma, mas tudo é pão certo? Só que aqui não é assim. Até eu descobrir que aquele pão de hamburger era bun paguei alguns micozinhos em restaurante. Frequentamos o mesmo restaurante, então sempre perguntavam pra gente em qual bread a gente preferia. Pior que a quando perguntávamos quais o tipos que tinha entendíamos menos ainda, aí respondíamos que qualquer um. hahahaha Nessa de ‘qualquer um tá bom’ um garçom falou que ia colocar num whole wheat bun, e como o ambiente é meio escuro só víamos mesmo que era aquele pão bola. Alguns dias depois fui ao supermercado procurar pelo tal pão de hamburger e descobri que o whole wheat é trigo integral. Não teria nenhum problema se eu e o Jr não tivéssemos preconceito (antes de provar) com pães integrais né?!

Outra coisa que estamos acostumados no Brasil é falar: eu quero um sanduíche de tal modo. Aqui nunca vi ninguém falando assim. Na universidade o Jr aprendeu que as pessoas pedem suas comidas perguntando “Can I have a/an…” e agora só falamos assim. Se tá certo eu não sei, mas acho que é o jeito coloquial de dizer e que todo mundo entende.

Nos drive-thrus da vida eu sempre falo o nome do sanduíche, mas de acordo com o Jr os americanos pedem pelo número. Também não sei qual o ‘certo’, mas sei que fui entendida todas as vezes. :)

Pronúncia é que aprendemos mesmo só com a prática. Por aqui, egg não é ‘egui’, eles pronunciam “êgh”. Uma vez o Jr foi pedir o ‘whole wheat bun‘ e pronunciou ‘uét’, aí na mesma hora a garçonete corrigiu: ‘uit’. Se ninguém corrigir não vamos aprender, mas que seja com educação né?! Porque a mulher olhou com uma cara pra gente! Todo brasileiro pronuncia o nome da nossa cidade “Seinti Louis”, mas o certo mesmo é “Seint Luasz”, mas se em Teresina eu chegar falando assim vão dizer que é pra aparecer né?! kkkkk

P.S.: Estou falando do que aprendi em St. Louis, mas pode ser só sotaque essa questão da pronúncia de algumas palavras.

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Tempo, tempo, tempo…

Como já falei antes, estava no Brasil. Mais precisamente na minha cidade natal que é Teresina. Quem é brasileiro sabe que é uma das cidades mais quentes do Brasil. No dia que viajei St. Louis me deu de presente uma neve linda. Eu nunca tinha visto (porquê morando em Teresina, né amiga… hahaha) e fiquei feito boba no meio da rua, me molhando toda e querendo fazer vídeos e fotos pra mostrar para os meus amigos. A primeira preocupação foi: como me vestir pra neve aqui e pro calor em Teresina?! Espaço na mala e bagagem de mão eu praticamente não tinha, mas a minha amiga Carol tinha encomendado um casacão super pesado e eu resolvi ir vestida nele pra poupar espaço na mala. Claro que depois que cheguei ao aeroporto tive que dar um jeito de colocá-lo na bagagem de mão. Saí daqui usando uma blusa de manga comprida (que tinha acabado de ganhar de Natal do maridinho) e assim que desembarquei no RJ já senti MUITO a diferença. Fiquei só imaginando: se aqui está assim imagine no PI né?! Vocês acreditam que o ar condicionado do aeroporto internacional do Rio estava desligado? Pior! Tinha um aquecedor naqueles túneis que nos levam até o avião. Juro que não queria reclamar do meu país, mas desse jeito fica difícil. Ainda bem que chegando em Teresina tive uma recepção calorosa de verdade. Não, nem me importei com a temperatura. O aeroporto estava cheio de pessoas queridas, que gritaram meu nome quando apareci, que fizeram cartaz, que levaram apitos e “foguetes” (aqueles de confete), que transformaram o bagageiro de um carro em uma mesa de delícias brasileiras e me proporcionaram um jantar típico em pleno aeroporto! Eu tenho uma família maravilhosa!! E como sinto falta dessas reuniões por aqui… AInda bem que o Skype é um santo milagroso! Todo mundo me perguntava se eu estava pra morrer de calor, todo mundo! E pra minha surpresa eu não estava me incomodando com as temperaturas marcadas nos termômetros. Outras coisas eram mais importantes. E, sinceramente, eu enfrento qualquer sensação térmica pra ter aqueles momentos que tivemos. Depois de um mês, voltei para o frio. Cheguei mais forte e resistente. Ao frio, às tempestades, ao gelo. Mas essa força vai além das temperaturas negativas.

Voltei!

Minha temporada de um mês no Brasil foi maravilhosa. Agora voltei e estou com muita saudade. Chorei no aeroporto em Fortaleza, chorei em Brasília (porquê pensei: agora vai, tô saindo do Brasil), chorei em Miami (parecia que ainda tava no Brasil, porque lá né…enfim) mas abri um sorriso enoooorme quando cheguei aqui e vi quem tava me esperando. Jr teve que voltar 10 dias antes por causa do início das aulas e eu resolvi ficar mais um pouquinho. Ninguém sabia, dei a notícia durante a Ceia de Natal e acharam que eu ia dizer que tava grávida. kkkkk No vôo mais longo (BSB-MIA) sentei ao lado de um jovem casal de médicos e ficamos conversando a viagem inteira, adorei. Ficamos juntos até a hora deles embarcarem pra NYC. Depois que o Jr voltou aproveitei para ir ao litoral piauiense com meus pais e aproveitar mais deles dois mesmo. Estava tudo muito calmo e foi ótimo. Tomei banho de mar todos os dias com o papai e um dia a mamãe resolveu ir também. Há tempos não fazíamos isso juntos. Nem sou muito ligada à essa coisa de energias, mas acho que renovamos mesmo as nossas durante os dias que ficamos na praia.

Trouxe uma caixa com arroz (o daqui não é igual), feijão, leite Ninho (aqui tem mas é difícil pra achar e mais caro), Toddynho, flocão de arroz e milho (amo cuscuz), fécula pra fazer beiju, Nescau e outras coisas. No aeroporto de Brasília me chamaram no sistema de som porquê disseram que não conseguiram descobrir o que eu estava levando na caixa, então eles tinham que abrir. Quando cheguei em Miami, cadê a caixa?? Só achei minha mala. Depois pedi informações e achei-a. Na hora de reembarcar minha bagagem despachada fui encaminhada pra um outro raio-x que eles passam apenas quem acham suspeito. Eu estava tranquila porquê sabia que o que tinha nas minhas coisas não era nada proibido.

Na imigração foi super tranquilo. Entrei por Miami e o agente foi muito simpático. Sorridente e praticamente não fez perguntas.

Ontem eu ainda tava muito cansada dessa peregrinação por aeroportos, mas hoje já estou melhor e fiz beiju pro café da manhã e também preparei o almoço. Tenho que arrumar a casa e desfazer minhas malas (inclusive a do Jr, que ainda hoje ele nem mexeu). Aos poucos a bagunça que está aqui vai sumir (assim espero) e os posts voltarão normalmente. :)