Comprando carro nos EUA!

Desde que cheguei da viagem ao Brasil que comecei a pesquisar por carros. Nossas condições eram bem limitadas, mas precisávamos de um. Aqui eles colocam o inventário todo nos seus sites, o que facilita muito a busca, olhei várias opções na internet e quando fui fazer a ‘pesquisa in loco’ já sabia mais ou menos o que ia encontrar. Como não conhecemos ninguém temos que alugar o carro e ir em busca, por isso nosso tempo é bem limitado e não pudemos (na primeira visita) fazer um test drive. Gostamos de um carro e ficamos acompanhando pelo site se ele ainda estava na loja até o dia que ficamos pronto$ pra ir lá. Sexta foi o dia. Alugamos o carro e fomos. Chegando lá o vendedor estava atendendo outra pessoa e, como tínhamos falado com ele da primeira vez, preferimos esperá-lo. Já estava demorando muito então ele veio falar conosco e deu a chave do carro que tínhamos gostado pra fazermos o test drive. Eu fiquei pasma quando soube que ele não ia com a gente, jurava que todo teste tinha que ser acompanhado por alguém da loja. Mas não, ele só colocou uma placa no carro e pronto. Pra quem não sabe, as placas não são dos carros e sim dos donos, então, mesmo o carro sendo usado ele não tem placa, aí quando a pessoa troca de carro ela coloca no carro novo e o velho fica sem. Bom, o Jr não gostou desse primeiro que dirigimos, disse que tava mole a direção e não sei mais o quê. Além disso tinha uma seta queimada e ninguém quer comprar carro com defeito né?! Eu tinha visto no site da mesma loja um carro do mesmo ano, modelo e preço, então fomos testar o outro. Na hora do teste lembramos que era hora de devolver o carro alugado e eu ou Jr teria que ir. Mas como assim nosso tempo de aluguel acabou antes mesmo de termos terminado? Colocamos um tempo ótimo, entretanto quando estava indo pra loja percebi que o carro estava sem gasolina (quem paga a gasolina é a empresa e mesmo assim a pessoa que alugou por último deixa sem combustível, aff), fomos atrás de um posto, mas o GPS não ajudava, só levava pra lugar errado! Isso aí demorou bastante o e atrapalhou muito. Também não contávamos que o vendedor demoraria TANTO pra resolver o caso do cliente que ele estava atendendo. Enfim, eu tive que ir deixar o carro, saí apressada e quando cheguei no estacionamento dos carros alugados percebo que o cartão que tranca as portas tinha ficado no bolso do Jr. Sorte que ele tinha esquecido o celular no carro e eu liguei pra empresa e eles trancaram de lá (eu perdi meu chip na viagem pra Teresina e pedi outro pela internet). Ah, as ‘trapalhadas’ ainda não terminaram. Como se não bastasse ter ficado com o cartão que tranca as portas, o Jr também ficou com o da gasolina no bolso!!! Será que meu marido é atrapalhado/esquecido? kkkkkk Voltando ao assunto principal do post, aqui no Missouri o carro não sai da loja sem seguro e já passava das 18h. Jr tentou fazer seguro mas não tava dando certo e só começaria a valer no dia seguinte. Nosso visto é de estudante, vivemos de bolsas estudantis e eles não contam isso como salário, ou seja, a gente não tem crédito (que funciona como comprovante de pagamentos em dia e você acumula pontos a medida que quita seus débitos em dia), por isso não podemos comprar o carro parcelado. Pagando na hora consegue um desconto bom, mas em compensação, por causa dessa falta de crédito, (e de outros fatores também) o preço do seguro vai para as alturas! Pra efetivar a compra não precisou de nenhum documento além do cartão do seguro e do $$$ (conhecido também como Obamas, faz-me rir, verdinhas, etc). Eu tinha levado até um comprovante de endereço, porque pra fazer qualquer coisa no Brasil precisa né?! hahaha Como Jr tinha ficado na loja e não deu pra sair de carro novo, teríamos que alugar de novo outro carro pra eu ir buscá-l0 (era muito longe e táxi sairia o dobro do preço). Eis que ele me manda uma mensagem dizendo que não precisava, o vendedor disse que dava uma carona pra ele. Gente, NUNCA imaginei que o vendedor dos EUA fosse levar o cliente em casa. Tá certo que ele disse que mora aqui perto, mas mesmo assim achei muita vantagem. Como se isso não bastasse ele disse que viria nos buscar para recebermos o carro ontem de manhã. Achei o máximo! Chegando para receber, esperamos só eles irem completar o tanque (simmm, veio com tanque cheio sem nem a gente pedir! :D :D) e o Jr assinou um papel referindo-se à placa provisória. Ninguém pode andar sem placa, então eles dão uma de papel e você tem um mês pra “registrar” o carro e comprar as placas definitivas. O seguro também deu 30 dias para tirarmos a carteira daqui, então torçam pela genteee! :)) Ah, quanto ao preço nem preciso dizer que saiu menos da metade do que sairia no Brasil né?! Tão curiosos pra saber qual o carro? kkkkk

Corolla2011

 

Gente, meu notebook tá com problemas e eu não consigo responder os comentários pelo celular. Quando resolver o problema volto por aqui. :)

Americanos e o famoso fast food.

Não é  novidade pra ninguém que americano ama fast food, mas só hoje percebi de verdade isso. Sempre faço supermercado aos finais de semana e às vezes vou ao Mc Donald’s quando saio de lá. Essa semana foi diferente, porquê fui às compras hoje (terça-feira). Saí de casa sem comer nada e lógico que fui almoçar no Mc Donald’s depois. Eu sei que isso não é exemplo pra ninguém, mas nunca me importei de trocar uma refeição por um lanche (nem no Brasil), contanto que não seja todo dia. Chegando ao restaurante vi uma fila enooorme no drive thru e um amontoado de gente lá dentro. Fiquei pasma! Em Teresina os horários mais disputados na rede de fast food são entre 18h e 21h nos dias de semana e domingo e durante a madrugada do final de semana. Ou seja, os horários que eu ‘frequento’ o daqui, mas nunca teve fila, nunca esperei e sempre teve mesa disponível. Hoje, durante o horário do almoço era tanta gente que eu nem conseguia pensar no meu pedido. Tinha desde pintor (ou era pedreiro? Ele tava com um macacão todo sujo) contando as moedinhas até pessoas bem vestidas e em carros caros na fila do drive, todos com o mesmo objetivo: almoçar um(a) fast food. Aí estão inclusos também mães com suas crianças, o que eu não acho lá muito certo né?! Porque se fosse no final de semana tudo bem, mas quem sou eu pra dizer o que é certo e errado. Quando vi tanta gente só lembrei do que escutava no Brasil, sobre o paladar americano e que eles trocam MESMO o almoço por um sanduíche. Por causa desse gosto aqui tem trilhões muitas redes do tipo Mc Donald’s, todas bem frequentadas. Estou longe de conhecer todas, já fui em algumas mas o restaurante do Ronald é meu preferido mesmo. Tem quem ame Burger King, só não sou eu. hahaha Hoje foi um dos dias que acreditei que o que estou vivendo é verdade, que estou nos EUA mesmo e não é nem um sonho (não aquele enquanto durmimos). Mudando de assunto, outra coisa que percebi é que as rádios daqui tocam músicas antigas durante a sua programação normal, eu digo, sem ser durante a madrugada ou em programas próprios para músicas que não são lançamentos. Hoje tocou Avril Lavigne (alguém ainda lembra quem é? hahaha) e Elton John por exemplo, além de músicas de cantores que continuam na mídia mas já estão trabalhando outras faixas. Adoro esse mix! São essas pequenas coisas e observações que me fazem perceber que é tudo verdade e que amo morar aqui. :)

Valentine’s Day.

Oie! Resolvi voltar depois de alguns dias desaparecida. hahaha Eu poderia dizer que me ausentei porquê estou pesquisando umas coisas, ou porquê me viciei em Grey’s Anatomy de novo ou por qualquer outro motivo, mas esses dias só não estava afim de escrever. Hoje deu vontade.

Aqui nos EUA o dia dos namorados é comemorado hoje, dia 14 de fevereiro e é chamado de Valentine’s Day. Vi uma chuuuuva de fotos e declarações nas redes sociais, mas eu não me senti à vontade pra isso. Não consegui entender o motivo, já que no final de semana eu cogitei alguma surpresa pra hoje e até perguntei pro Jr o que íriamos fazer. Obtive como resposta: somos brasileiros, nosso dia de comemorar não é esse (de um jeito não rude, claro), até contestei mas deixei pra lá porquê enquanto conversávamos e andávamos, vimos um restaurante italiano e não resistimos ao cheiro, entramos! Dei-me por satisfeita, aquele jantar ficou na minha cabeça como comemoração do dia de hoje. Comprei apenas um cartãozinho (que achei nossa cara) e dei pro meu valentine e, claro, postei também no meu instagram. O que ficou na minha cabeça é que é apenas um dia normal, que eu e Jr ainda não estamos totalmente inseridos na cultura americana e que talvez, se eu estivesse no Brasil, até ficaria mais à vontade de postar uma foto nossa com uma declaração bem linda.

Mudando de assunto, vou contar uma historinha. Aqui em St Louis temos um sistema bem mais ou menos de transporte público. Compramos o ticket, validamos e pronto, entramos no vagão. O problema é que você só valida “se quiser” e não tem um controle mais rígido de segurança. Por isso, de vez em quando passam uns guardas dentro do metrô conferindo se temos (e se validamos) ticket. Alunos da universidade têm direito a um passe para andar em transporte público de graça, Jr tem um desse. Quando pedem pra ele mostrar o ticket ele tem que mostrar esse passe e o cartão que confirma que ele é aluno da WUSTL. Domingo entrou o guarda para conferir e eu fico nervosa mesmo sabendo que estou com tudo certinho. hahaha Nesse dia, quando chegou a vez do Jr, cadê o passe dele? O guarda mandou a gente descer (sorte que já era nossa parada) e foi verificar se o que o Jr estava falando era verdade, que era aluno, tinha o passe e apenas tinha esquecido. Enquanto ele fazia isso, fiquei muito preocupada, com medo de acontecer alguma coisa séria, sei lá… Mas ainda bem que fomos liberados e recebemos apenas uma “advertência” por escrito. Se ele estivesse mentindo teria que pagar multa e ir se explicar em outro lugar.

Sejam bem vindos à vida real pós-carnaval. :)

Neve.

A essa altura do campeonato todo mundo já sabe que vim de uma cidade terrivelmente quente, então a probabilidade da gente ver neve por lá é nula. Aliás, é negativa! Já tinha viajado uma vez pra um lugar frio no inverno mas não tive a sorte de ver a neve. No dia que viajei pro Brasil, aqui em STL nevou!! No dia anterior vi na previsão do tempo que as chancesde nevar eram grandes, mas de outras vezes também eram e nem por isso aconteceu. Mesmo assim abri todas as persianas de casa pra não correr o risco de perder o momento tão esperado! Eu estava terminando de arrumar as malas e começou… Saí pra senti-la, tentava tirar foto mas não aparecia aquele monte de floquinhos!! Tentei, tentei, tentei, coloquei um efeito e aí que ficou mais ou menos, mas deu pra entender que tava nevando. Como a gente já estava praticamente de saída eu nem pude dar muita bola pra ela, apesar de não esconder a minha felicidade. Eis que ontem, sem nem esperar, sem aparecer na previsão eu de repente olho pra janela e vejo. Gente, que coisa lindaaa!! Sim, é lindo mesmoooo. Saí pra sentir de novo aquele friozinho, a sensação de mini pedacinhos de gelo é indescritível!! Achei que ela não ia demorar, afinal nem na previsão estava… Depois de alguns minutos tudo estava branco!! Eu voltei pro Natal de novo. Neve me lembra Natal, que me lembra Brasil, que me lembra felicidade. E sem razão aparente eu estava ainda mais feliz. Estava feito besta, pisando na parte que já estava coberta de neve só pra ficar a marca do sapato e tirando foto de todos os ângulos! Ontem sim pude dar a atenção merecida! Depois que brinquei voltei pra dentro de casa, coloquei a cadeira de frente pra janela e fiquei só ali olhando ela cair. Linda, branquinha, sem fazer barulho, às vezes mais forte às vezes sóó um pouquinho. De repente vinha vento e espalhava tudo, mas estava tudo lindo. E assim, durou mais de duas horas. A natureza é mesmo um espetáculo perfeito.

Agora, algumas fotos, porquê elas falam mais que palavras. :)

P.S.: Desculpem o post ‘abestado’, de idolatria a neve, mas uma piauiense não poderia conter a alegria em vê-la certo?!

Ficou tudo assim, branquinho, lindo...

Ficou tudo assim, branquinho, lindo…

Jr saindo pra monitoria

Jr saindo pra monitoria

"Quintal"

“Quintal”

Vista do porão.

Vista do porão.

:D

:D