Chicago – parte 1.

Meu irmão veio passar 23 dias e minha cidade não é tão grande nem famosa, então aproveitando que ele já estava aqui fomos a duas cidades: uma perto e outra nem tanto, mas tudo valeu a pena. Primeiro fomos para Chicago. Pesquisei e vi que o trânsito de lá era complicado, mas achei melhor ir de carro mesmo. Eu gosto de dirigir, então isso não foi problema. De St Louis pra lá foram 4h 30min de viagem e a estrada era ótima. Uma coisa que deixou meu irmão impressionado foi que as estradas nunca se cruzam em sentido contrário, na maior parte do caminho eram duas de cada lado, separadas por uma muretinha ou “jardim”. A medida que a gente se aproximava de uma cidade maior as pistas contavam com 5 ou 6 faixas. Durante o percurso vimos alguns carros da polícia monitorando nossa velocidade e eu, como sou medrosa e não estou no meu país, não excedi os limites de velocidade. Muitos carros  me ultrapassaram e até faziam pressão pra andar mais rápido, mas eu prefiro me conter mesmo.

Programei chegar em Chicago às 15h de uma quarta feira, que era a hora do check in do nosso hotel (a grande maioria dos hotéis usam esse horário) e ficar até o sábado de manhã. Nosso hotel não ficava no centro, mas era bem localizado e, de carro, só eram 10 ou 20 minutos até os pontos turísticos famosos. Esse tempo de percurso poderia aumentar de acordo com o horário, pois realmente o trânsito de lá é beeem diferente do daqui, é de cidade grande mesmo. Antes de ir pesquisei e vi que estava tendo show do Blue Man Group por lá e quis logo garantir  nossos ingressos, então depois do check in e almoço fui logo comprá-los para assistir no dia seguinte. EM seguida fomos ao Skydeck (antiga Sears Tower), que é um prédio com 103 andares e possui um observatório no seu ponto mais alto, por isso é um dos pontos turísticos mais famosos e visitados da cidade. Eu tinha planejado chegar lá de tardezinha, pra ver a cidade durante o dia e durante a noite, mas por causa do trânsito não foi possível. Deixei o carro num estacionamento, mas achei caro, embora depois eu tenha feito as contas e visto que se tivesse ido de metrô nossas passagens somariam mais do que o que pagamos pra estacionar. Eu confundi o horário de funcionamento do Skydeck (que só é até 8 p.m) e acabou que chegamos quase na hora de fechar. Na entrada comprei o Citypass, que é um passe que você ao adquirir tem direito a visitar 5 atrações de Chicago (já pré-selecionadas) e ainda ganha alguns descontos em alguns locais, inclusive no Blue Man Group que eu tinha acabado de comprar. :( Esse passe dá direito a entrada “vip” e algumas atrações e exibições que você teria que pagar por fora caso comprasse o ingresso individual em cada lugar. Voltando ao Skydeck, o elevador que nos leva até o topo “demora” apenas 60 segundos pra chegar lá em cima, é muito rápido, mas eu nem senti (tinha uma menina no elevador com a gente que tava “passando mal” hahahaha).  Assim que cheguei lá em cima fiquei decepcionada, não vi nada de diferente, era apenas um observatório, a diferença é que você vê tudo menor… Tem umas lunetas lá dentro pra você enxergar melhor mas só funcionam se pagar, então deixamos pra lá. Eu já sabia que lá dentro também tinha uma “sacada” de vidro, que você via o chão lááá do 103º andar e foi o que fez valer a pena a visita pra mim. No começo eu fiquei só olhando, mas é claro que estando lá não ia perder a oportunidade de pisar e tirar foto no lugar mais legal do Skydeck! hahahaha É bem disputado, tiramos umas fotos e apareceram outras pessoas, mas depois faltavam apenas 15 minutos pra fechar e voltamos lá, estava mais calmo. Pra quem não quer intrusos nas fotos e está tranquilo financeiramente tem uma sacada apenas para fotos pagas. Depois de lá ainda cogitei ir pra um restaurante, mas estávamos cansados e só passamos no Mc Donald’s pra pegar um lanche (porquê até o estacionamento do Mc era pago!!).

Piso de vidro no 103º andar.

Piso de vidro no 103º andar.

No dia seguinte fomos tomar café num lugar bem legal, tem vááárias opções mas são bem americanizadas messmo, típico de verdade. Inclusive lá tem um cardápio com os preferidos do presidente Obama. Em seguida visitamos o The Field Museum e me senti naquele filme “Uma noite no museu” hahaha. Fomos de carro e por isso gastamos 20 dólares só no estacionamento. Lá é bem bonito, tem muitas coisas pra ver e mesmo que você vá passando rápido pelas exposições leva um bom tempo lá dentro. Eu não sou muito fã de museu, mas estava incluso no Citypass  e é um dos locais que você deve ir quando visita a cidade. No mesmo complexo tem também o Shedd Aquarium que visitamos logo depois de um lanchinho no Field Museum. Nosso passe dava direito ao show aquático mas quando chegamos fomos informados de que o show já estava lotado, uma pena. Mesmo assim, como já estava lá (e o estacionamento é caro) resolvemos visitar naquele dia e também tínhamos entradas para o cinema 4D e uma exibição de água-viva. Pra ser sincera gostei muito mais do Aquário do que do museu, era tudo lindoooo!! Sem falar que também tem um pedacinho do aquário dedicado apenas à Amazônia. Também leva-se muito tempo lá dentro, eu quis ver tudo e com calma, então… Achei muito bem bolada a ideia de colocar um aquário à beira do Lago Michigan, inclusive na parte que tem as baleias a impressão que a gente tem é que os dois se conectam. Quando saímos de lá fomos ao Millenium Park, onde tem aquelas esculturas (é esse o nome?) de aço e que se tornaram cartão postal de Chicago. Não demoramos muito e nem tem o que demorar mesmo, a não ser que você queira caminhar na avenida mais famosa da cidade depois, não era nosso caso pois além de não querermos comprar nada, o frio estava muito! De lá não daria tempo voltar no Hotel e ir pro show do Blue Man Group, então passamos numas lojas que meu irmão queria ir e chegamos uma hora antes do espetáculo começar. Como chegamos cedo estacionamos na melhor vaga: em frente ao teatro! Só estava preocupada com medo do meu tempo de estacionamento na rua acabar antes do show e correr o risco de ter o carro rebocado, mas aí fui informada que depois das 21h eu não precisava me preocupar. :)) O show é incrível, muuito bom mesmo!! Fiquei encantada com a banda que faz parte da apresentação também. QUem tiver oportunidade de assistí-los não pode deixar passar! É animação do começo ao fim.

Uma noite no museu. :P

Uma noite no museu. :P

Na parte do Havaí do aquário.

Na parte do Havaí do aquário.

The "bean" (o feijão) como os americanos chamam...

The “bean” (o feijão) como os americanos chamam

Adorei poder tirar foto com ele!!

Adorei poder tirar foto com ele!!

Baixei um aplicativo no celular que me mostra todos os restaurantes na área que estou, mostra se o público aprova ou não o local e o que acham dele. Também podemos pesquisar por tipo de comida, então lá fui eu procurar a brasileira. :DDD Achei um lugar que vendia pão de queijo, coxinha, empada e outras coisas gostosas que não achamos por aqui e bem perto do teatro onde foi o show, mas quando chegamos lá já estava fechado. :(

Como fomos de carro não sei falar sobre transporte público, mas eu sempre via metrô e ônibus de ‘city tour’, além de ter lido nas minhas pesquisas que lá o metrô funciona direitinho. Uma coisa que achei feia foi que, em vários locais, a linha do metrô passa por cima dos carros, são corredores barulhentos, escuros e que acabam tirando a beleza do lugar mas nem assim Chicago deixa de encantar quem passa por lá. A impressão que tive foi que a cidade não pára, sabe? Aqui em St Louis tudo fecha cedo, é raro encontrar algo que funcione 24h, mas lá é o tempo todo movimentado, muita gente pra lá e pra cá, é cidade grande (e cara) mesmo.

Essa foi a primeira parte sobre a primeira cidade que visitamos, vou dividir o post pra não ficar cansativo.

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De volta à ativa.

Acabei de embarcar meu primeiro hóspede. Não foi qualquer um, foi meu irmão mais que amado. Tristeza e saudade ainda não definem o que estou sentindo agora. Ele chegou e passou quase um mês, por isso a minha ausência aqui do blog. Dediquei meu tempo, meu carinho e todo o meu zelo pra ele se sentir o mais confortável possível. Viajamos pra Chicago e Detroit (depois conto cada viagem separadamente), pegamos neve na estrada, sorrimos muito, cantamos demais (country!!! hahaha), nos divertimos e nem vimos o tempo passar. Quando a gente menos espera, chegou o dia dele ir embora. E nos perguntávamos: como passou tão rápido?? Ontem (só ontem) detestei morar aqui, o principal motivo? O estacionamento do aeroporto é lá nos cafundó do judas e aí deixei o Luquinhas fazendo check in enquanto fui estacionar. Pra retornar ao saguão do aeroporto a gente tem que pegar um shuttle (ônibus) e aí quando consegui chegar, cadê ele? Já tinha ido pra sala de embarque, procurei desesperadamente por qual portão ele ia embarcar e no caminho começavam a descer lágrimas, eu ainda nem tinha me despedido dele. :( Quando finalmente achei-o, ele já tava passando as coisas pelo raio-x e só me deu um tchauzinho. Eu queria um abraço, mas tive que me contentar com um tchauzinho. Talvez tenha sido até melhor, já pensou eu dando escândalo chorando no aeroporto? hahaha Definitivamente, nada a ver comigo. Durante esses dias aconteceram muitas coisas, saudade e história pra contar é o que não vai faltar.