Lavanderia americana

No meu antigo prédio tinha 3 máquinas de lavar roupa e 3 de secar. Já nesse só tem uma de cada, ou seja, é muito ruim quando tem muita coisa pra lavar. Depois que minhas visitas foram embora e eu recebi a notícia que iria pro Brasil percebi que passaria o dia inteiro indo e voltando no porão pra lavar tudo que tinha. Além disso, quando comecei a lavar veio outra pessoa e deixou as coisas dela lá em cima da máquina, como quem diz: sou a próxima. Por isso, decidi ir à lavanderia que fica bem pertinho de casa. Eu queria conhecer, mas não tinha oportunidade. Coloquei todas as roupas de cama, toalhas, roupas acumuladas e fui! Chegando lá tem que comprar o cartãozinho da lavanderia e carregar. Só custa 45 centavos e você vai adicionando crédito. O preço da lavagem varia de acordo com o tamanho da máquina que você usa e, no caso dessa lavanderia, as roupas que eram lavadas lá podiam ser secadas de graça. É só inserir o cartão em cada máquina que ela já desconta o valor da lavagem e mostra o saldo.  Você pode levar seu sabão ou comprar lá (que na minha opinião não vale a pena). Cheguei de tardezinha e não tinha quase ninguém, mas depois foi chegando mais gente e tarde da noite fica lotado!! Pra passar o tempo enquanto sua roupa lava e seca eles disponibilizam wi fi grátis, televisões, pin ball e video game. Parecia o “play” do shopping. hahahaha Posso não ter dado sorte mas as roupas não ficaram bem secas. As máquinas de secar dos dois prédios que usei demoravam 45min cada “rodada” mas lá só eram 10min. Eu achei que por serem maiores talvez fossem mais potentes, mas precisei programar a máquina várias vezes e mesmo assim ainda cheguei com coisa molhada fria em casa. Valeu a experiência, mas só volto em casos extremos. Enquanto for pouca coisa dá pra eu me virar com a máquina do prédio.

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Natal em Teresina

Vovó ficou com saudades e fez um lanche pra recepcionar a mamãe e minha prima que chegaram de viagem. Era comecinho de dezembro e a pergunta que não queria calar era: e a Carol não vem mesmo passar o Natal? Eu já tinha avisado que estava sem condiçõe$$ de ir. Também deixei claro que não iria sozinha, pois não era justo com o Jr. Então nessa reunião na casa da vovó em Teresina começaram a procurar por passagens pra nós dois. Eu estava na loja entregando meu notebook pra consertar quando minha irmã e uma prima começaram a mandar mensagem, ligar no facetime e tudo que era possível pra falar comigo o mais rápido possível. Não dava pra atender na hora por isso minha irmã resolveu me dar as boas novas por mensagem mesmo. Minha tia deu as passagens de ida de nós dois e a mamãe e a vovó dariam a volta. Foi uma confusão danada (no bom sentido) com as datas e passagens porque como era usando milhas não eram todos os dias que tinha vaga. Na mesma noite a gente já tinha passagem pra passar o Natal em casa (valeu, Nessinha!). É ou não é muita sorte de ter nascido nessa família? Mamãe saiu daqui de STL num dia e só chegou no outro em Teresina e eu fiquei de “luto”. Acordei tão triste no dia seguinte ao que elas foram embora, senti falta do nosso café da manhã e de noite eu já era outra pessoa! A gente sorria do nada e ficava dançando e cantando que ia pra THE. Quem imagina uma cena dessas? Eu e Jr pirando! kkkkkk No final das contas o Jr passou quase um mês em Teresina e eu fiquei um mês e meio. Foi muito bom rever a família e comer tooodas aquelas comidinhas deliciosas. Inclusive no Natal não deixei patê de frango pra ninguém (né, tia Lu?). hahahaha E assim que cheguei já fui trabalhar ajudando a mamãe. Tá certo que no primeiro dia eu só dormi na poltrona e minha irmã que trabalhou, mas depois eu ajudei muito também. :D Passada a fase do aperreio na Doce Vício eu e minha irmã só acordávamos quase na hora do almoço, ficávamos de bobeira em casa, comíamos kreps e churros de tarde no shopping e de noite ainda saíamos pra lanchar. Foram muitos dias felizes assim e no final ainda fiquei de babá da vovó na academia. Como sempre, foram dias intensos e que passaram voando mas voltei mais feliz do que fui. É muito bom estar em casa.

Saidinha com os amigos de escola e Jr.

Saidinha com os amigos de escola e Jr.

Nosso Natal tradicional na casa da vovó, ela quem arruma tudo!

Nosso Natal tradicional na casa da vovó, ela quem arruma tudo!

Comendo kreps depois de assistir "O cravo e a Rosa". Esse pedi pra vir com muita borda!

Comendo kreps depois de assistir “O cravo e a Rosa”. Esse pedi pra vir com muita borda!

E de sobremesa um churros misto. Claro que engordei, né? :D

E de sobremesa um churros misto. Claro que engordei, né? :D

Passamos o Reveillon em casa mas não deixamos de comemorar!

Passamos o Reveillon em casa mas não deixamos de comemorar!

Comemoração dos 20 anos da minha irmã e a mesa de delícias e belezas feitas pela mamãe.

Comemoração dos 20 anos da minha irmã e a mesa de delícias e belezas feitas pela mamãe.

Por último, minha despedida!

Por último, minha despedida!

Turismo em St Louis

Resolvi fazer um post sobre isso logo porque tive dificuldades em encontrar relatos de turismo aqui em St Louis na internet. Só achei de site de viagens, wikipedia, essas coisas impessoais.

Bom, o Gateway Arch é o monumento mais famoso daqui. Fica no centro da cidade e dá para subir até o topo. Entramos num elevador meio cápsula (claustrofóbico não pode ir, porque é muuuuito apertadinho). Sem falar que por causa da forma da construção ele vai balançando no percurso. Lá em cima tem umas janelinhas e você fica admirando a vista. É legal, mas é rápido, não tem muito o que fazer sabe? Mas lá embaixo na entrada tem um museu e um cineminha e você pode assistir documentários relacionados ao arco. É claro que tem a lojinha de souvenir também. O parque onde o arco fica é bem legal e se não tiver tão frio dá pra fazer uma caminhada que é bem relaxante. Dentro do mesmo parque também fica a Catedral antiga, vale dar uma entradinha.

Aproveitando que já tá no Centro da cidade e é praticamente em frente ao monumento mais famoso de St Louis vá conhecer a Old Courthouse. É um prédio histórico bem bonito. Amo a cúpula de lá!

Se você é daqueles que gosta de conhecer os restaurantes típicos e provar as comidas locais uma boa pedida é ir comer a costelinha de porco do Pappy’s Smokehouse. Chegamos lá 13h e tivemos que enfrentar uma fila imensa!! Já saiu até no programa Man vs food.

Se você vem com criança ou é uma criança por dentro ainda no centro da cidade tem o City Museum. É um museu diferente, super interativo. É uma mistura de playground com museu, dá pra escalar algumas “obras”, escorregar, pintar e jogar em várias exibições. O bom é que fica aberto até a meia-noite e se você for de noite ainda paga mais barato!! Bem pertinho fica o City Garden, várias praças com várias esculturas e fontes e que os americanos adoram (eu não vejo muita graça).

A Cathedral Basilica é outro ponto que vale a pena ser visitado! Remete às igrejas antigas da Europa e tem várias pinturas e mosaicos de deixar qualquer um boquiaberto. O bom é que pode tirar fotos! Se naão for na hora da missa, claro. A mamãe adorou o lugar! Todos os domingos íamos à missa lá.  Fica num bairro bem gostoso, chamado Central West End e tem vários lugares bons pra comer por perto.

Meu lugar favorito em St Louis chama-se Forest Park. É de uma imensidão que é impossível conhecer tudo de uma única vez. Dentro dele tem campo de futebol americano, quadra de tênis, dois museus, restaurantes, pedalinho e um lago. É o lugar que mais gosto de ir, onde tiro as fotos mais bonitas (e onde já peguei uma multa também) e é bem relaxante. Se não tiver muito frio é muito bom dar uma caminhadinha, passar por entre as árvores e lugares em que a água do lago atravessa nosso caminho. É um contato muito bom com a natureza. Lá já visitei o Museu de Arte (que é grátis) e falta o Museu de História.

O Jardim Botânico também vale muuuuito a pena ser visitado (sábado até meio dia é grátis para quem mora aqui), principalmente na primavera. Levei a mamãe e minha prima no final do outono e mesmo assim gostaram (menos do frio, claro). O jardim japonês e o árabe são meus preferidos. Lá dentro tem também a casa de Tower Grove, que foi quem criou o jardim e posteriormente deu nome ao bairro. Também é tão grande que nem sei quem consegue caminhar tudo aquilo em uma só vez. E pertinho de lá tem uma patisseria bem charmosa chamada La Chouquette com lanchinhos interessantes.

Eu sempre levo quem vem me visitar pra conhecer a Washington University in St Louis, porque é onde o Jr estuda e é bem diferente das universidades do Brasil. Prefiro ir num horário que não tem muito aluno e vários prédios ficam fechados, mas se for em dia normal dá pra conhecer tudo e morrer de vontade de estudar lá. A entrada parece de um castelo e tem vários salões dignos de rei mesmo.

Tem também a cervejaria Budweiser que nunca fiz porque não bebo e aí fico com vergonha de ir e não provar o que eles oferecem. hahahaha Mas quem faz o passeio pago diz que é muito bom, porém o grátis é sem graça. Quem for, me conta.

Outros dois restaurantes famosos e a cara de St Louis são Blueberry Hill e Pastaria. O primeiro fica pertinho da universidade, tem vários espaços e vive lotado! É comida americana e eles servem o menu de café da manhã o dia inteiro. Já o segundo é de comida italiana, fica no “bairro” nobre da cidade e é ótimo pra ir comer uma pizza assada em forno a lenha (coisa difícil por aqui) e pedir o crispy risotto balls de entrada.

O post ficou meio longo mas espero que ajude quem tem planos de vir pra cá. Essas são minhas dicas dos lugares mais legais e acho que não esqueci de nenhum lugar que vale a pena conhecer por aqui.

Viajando para os EUA sem falar inglês

Como se não bastasse tudo de bom que aconteceu aqui em STL durante o mês de novembro ainda ganhamos as passagens para passar o Natal em família! Foi muita correria depois que soube pra organizar tudo tão rapidinho! Voltando à saga da mamãe… Bom, como já falei em outros posts ela veio sozinha e não fala nada de inglês. Além do beautiful (que ela fala do mesmo jeito que escreve kkkk) e I love you! Pra facilitar eu e minha irmã fizemos uma lista de palavras e expressões que ela pudesse encontrar pelo aeroporto e que por não saber o significado pudesse ficar perdida. Traduzimos do português para o inglês expressões como portão de embarque, esteira para pegar as malas, essas coisas. Também escrevi algo como “por favor, escreva aqui o número do meu portão”, porque se eu colocasse a pergunta ela não ia entender a resposta. Chegando na imigração ela disse que não sabia falar inglês mas nem chamaram intérprete. O próprio oficial (policial? como é o nome? kkkk) que estava cuidando da entrada dela resolveu. Não perguntou quanto tinha levado nem quantos dias ia ficar, pediu logo pra colocar a digital e só perguntou pra onde ela ia. Deu pra perceber que foi bem tranquilo, né? Ela disse que só ficou apreensiva na hora de pegar aquele trem (que tem nos aeroportos maiores) que leva pro portão de embarque, porque não sabia o sentido e não sabia ler o que estava escrito, perguntou para uma pessoa que falava espanhol e se resolveu. Todo mundo achava que ia ser a maior complicação essa vinda dela sozinha, mas foi bem mais tranquila do que imaginávamos. Eu expliquei o passo a passo do que ia acontecer, quando ela ia ter que pegar as malas e pra onde ela teria que ir em cada lugar. Também achei na internet o formulário azul que a gente preenche no avião e pedi pra minha irmã imprimir e responder com ela porque como ela veio de Delta talvez só entregassem em inglês. Uma coisa que ela reclamou foi que as comissárias de bordo só falavam inglês e não fizeram questão que ela entendesse nem o que estavam servindo nas refeições. Sorte que a pessoa ao lado ajudou.