De volta à ativa.

Acabei de embarcar meu primeiro hóspede. Não foi qualquer um, foi meu irmão mais que amado. Tristeza e saudade ainda não definem o que estou sentindo agora. Ele chegou e passou quase um mês, por isso a minha ausência aqui do blog. Dediquei meu tempo, meu carinho e todo o meu zelo pra ele se sentir o mais confortável possível. Viajamos pra Chicago e Detroit (depois conto cada viagem separadamente), pegamos neve na estrada, sorrimos muito, cantamos demais (country!!! hahaha), nos divertimos e nem vimos o tempo passar. Quando a gente menos espera, chegou o dia dele ir embora. E nos perguntávamos: como passou tão rápido?? Ontem (só ontem) detestei morar aqui, o principal motivo? O estacionamento do aeroporto é lá nos cafundó do judas e aí deixei o Luquinhas fazendo check in enquanto fui estacionar. Pra retornar ao saguão do aeroporto a gente tem que pegar um shuttle (ônibus) e aí quando consegui chegar, cadê ele? Já tinha ido pra sala de embarque, procurei desesperadamente por qual portão ele ia embarcar e no caminho começavam a descer lágrimas, eu ainda nem tinha me despedido dele. :( Quando finalmente achei-o, ele já tava passando as coisas pelo raio-x e só me deu um tchauzinho. Eu queria um abraço, mas tive que me contentar com um tchauzinho. Talvez tenha sido até melhor, já pensou eu dando escândalo chorando no aeroporto? hahaha Definitivamente, nada a ver comigo. Durante esses dias aconteceram muitas coisas, saudade e história pra contar é o que não vai faltar.

Valentine’s Day.

Oie! Resolvi voltar depois de alguns dias desaparecida. hahaha Eu poderia dizer que me ausentei porquê estou pesquisando umas coisas, ou porquê me viciei em Grey’s Anatomy de novo ou por qualquer outro motivo, mas esses dias só não estava afim de escrever. Hoje deu vontade.

Aqui nos EUA o dia dos namorados é comemorado hoje, dia 14 de fevereiro e é chamado de Valentine’s Day. Vi uma chuuuuva de fotos e declarações nas redes sociais, mas eu não me senti à vontade pra isso. Não consegui entender o motivo, já que no final de semana eu cogitei alguma surpresa pra hoje e até perguntei pro Jr o que íriamos fazer. Obtive como resposta: somos brasileiros, nosso dia de comemorar não é esse (de um jeito não rude, claro), até contestei mas deixei pra lá porquê enquanto conversávamos e andávamos, vimos um restaurante italiano e não resistimos ao cheiro, entramos! Dei-me por satisfeita, aquele jantar ficou na minha cabeça como comemoração do dia de hoje. Comprei apenas um cartãozinho (que achei nossa cara) e dei pro meu valentine e, claro, postei também no meu instagram. O que ficou na minha cabeça é que é apenas um dia normal, que eu e Jr ainda não estamos totalmente inseridos na cultura americana e que talvez, se eu estivesse no Brasil, até ficaria mais à vontade de postar uma foto nossa com uma declaração bem linda.

Mudando de assunto, vou contar uma historinha. Aqui em St Louis temos um sistema bem mais ou menos de transporte público. Compramos o ticket, validamos e pronto, entramos no vagão. O problema é que você só valida “se quiser” e não tem um controle mais rígido de segurança. Por isso, de vez em quando passam uns guardas dentro do metrô conferindo se temos (e se validamos) ticket. Alunos da universidade têm direito a um passe para andar em transporte público de graça, Jr tem um desse. Quando pedem pra ele mostrar o ticket ele tem que mostrar esse passe e o cartão que confirma que ele é aluno da WUSTL. Domingo entrou o guarda para conferir e eu fico nervosa mesmo sabendo que estou com tudo certinho. hahaha Nesse dia, quando chegou a vez do Jr, cadê o passe dele? O guarda mandou a gente descer (sorte que já era nossa parada) e foi verificar se o que o Jr estava falando era verdade, que era aluno, tinha o passe e apenas tinha esquecido. Enquanto ele fazia isso, fiquei muito preocupada, com medo de acontecer alguma coisa séria, sei lá… Mas ainda bem que fomos liberados e recebemos apenas uma “advertência” por escrito. Se ele estivesse mentindo teria que pagar multa e ir se explicar em outro lugar.

Sejam bem vindos à vida real pós-carnaval. :)

Voltei!

Minha temporada de um mês no Brasil foi maravilhosa. Agora voltei e estou com muita saudade. Chorei no aeroporto em Fortaleza, chorei em Brasília (porquê pensei: agora vai, tô saindo do Brasil), chorei em Miami (parecia que ainda tava no Brasil, porque lá né…enfim) mas abri um sorriso enoooorme quando cheguei aqui e vi quem tava me esperando. Jr teve que voltar 10 dias antes por causa do início das aulas e eu resolvi ficar mais um pouquinho. Ninguém sabia, dei a notícia durante a Ceia de Natal e acharam que eu ia dizer que tava grávida. kkkkk No vôo mais longo (BSB-MIA) sentei ao lado de um jovem casal de médicos e ficamos conversando a viagem inteira, adorei. Ficamos juntos até a hora deles embarcarem pra NYC. Depois que o Jr voltou aproveitei para ir ao litoral piauiense com meus pais e aproveitar mais deles dois mesmo. Estava tudo muito calmo e foi ótimo. Tomei banho de mar todos os dias com o papai e um dia a mamãe resolveu ir também. Há tempos não fazíamos isso juntos. Nem sou muito ligada à essa coisa de energias, mas acho que renovamos mesmo as nossas durante os dias que ficamos na praia.

Trouxe uma caixa com arroz (o daqui não é igual), feijão, leite Ninho (aqui tem mas é difícil pra achar e mais caro), Toddynho, flocão de arroz e milho (amo cuscuz), fécula pra fazer beiju, Nescau e outras coisas. No aeroporto de Brasília me chamaram no sistema de som porquê disseram que não conseguiram descobrir o que eu estava levando na caixa, então eles tinham que abrir. Quando cheguei em Miami, cadê a caixa?? Só achei minha mala. Depois pedi informações e achei-a. Na hora de reembarcar minha bagagem despachada fui encaminhada pra um outro raio-x que eles passam apenas quem acham suspeito. Eu estava tranquila porquê sabia que o que tinha nas minhas coisas não era nada proibido.

Na imigração foi super tranquilo. Entrei por Miami e o agente foi muito simpático. Sorridente e praticamente não fez perguntas.

Ontem eu ainda tava muito cansada dessa peregrinação por aeroportos, mas hoje já estou melhor e fiz beiju pro café da manhã e também preparei o almoço. Tenho que arrumar a casa e desfazer minhas malas (inclusive a do Jr, que ainda hoje ele nem mexeu). Aos poucos a bagunça que está aqui vai sumir (assim espero) e os posts voltarão normalmente. :)

Eu nunca esqueci de um dia que eu e a Mamãe fomos pra um aniversário na casa de uma tia dela e a prima perguntou porquê ela não tinha ido pra tal lugar, a mamãe respondeu que o papai não queria ir e ela não queria ir sozinha. Eu, criancinha ainda, achei um absurdo! Deixar de ir pra uma festa porque o papai não queria ir???!! Inaceitável pra mim (naquela época). Aí ela falou o que ela sempre fala: um dia vocês vão entender. E num é que esse dia chegou?! Antes de casar eu ia pra todo lugar sozinha, sem medo, mas agora parece que o Jr tem que tá sempre ali pra eu estar segura (eu sou paranóica com ladrão também). Não sei se é porquê agora tenho que andar a pé e de metrô e antes resolvia tudo de carro ou se é porquê casei. Mas também não deixo de fazer sempre o que quero porque ele não pode ir, eu já sabia que o tempo dele ia ser mais corrido que o meu. Ontem, por exemplo, eu quis ir ao shopping, mas o Jr tem duas provas na sexta, não dava pra ele ir. Fui sozinha mesmo, andei muuuuito (tenho certeza que se ele fosse não ia querer andar tanto! kkkk) mas sempre pensando: “ow queria que o Jr tivesse vindo pra ver isso ou aquilo. Olha aquela roupa!! Será que ele ia gostar? Meu Deeeeus, tá tudo em promoção e ele não tá aqui pra me ajudar?!” Parece que não tem a mesma graça. A gente aprende a fazer tudo junto e acha estranho quando tá separado. Mas acho que é pra isso que as pessoas casam, pra compartilhar uma vida e desfrutarem juntos tudo que ela oferece. Não tô reclamando da pessoa que estou me tornando, só constatando que o que a mamãe sempre fala é mesmo verdade: “eu sou você amanhã”. Afinal estou (quase) igual a ela, sem querer ir pros lugares sozinha. Falando em shopping e compras vou dizer uma coisa: esse país é o país das sales, aliás tem até  pre-sale, que é uma promoção antes dos feriados (e que eu saiba o próximo é só o Thanksgiving), quando os preços caem ainda mais. Ainda bem que o consumismo e o capitalismo não me contaminaram totalmente, porque senão o coitado do cartão de débito crédito já ia tá estourado uma hora dessas. A tentação é grande, eu olho, olho e olho de novo e se eu não AMEI uma peça me contento só com o olhar. Se eu AMEI mas acho que ainda posso esperar o preço cair mais, eu espero, mas comprar no impulso definitivamente não rola… Passei uma hora e meia dentro da Macys e paquerei até com as toalhas (kkkkk, é verdade!) e consegui sair de lá sem comprar. Eu já comentei que nunca compro nada por causa da consciência que pesa depois, né?! Só que ontem fui decidida que traria um  look pra usar no dia do aniversário do Jr. Andei e andei mas parei na Forever 21, que tem precinhos ótimos. Em uma outra loja paquero uma botinha desde quando cheguei aqui, nunca comprei mas nunca esqueci dela. E não é que ontem ela tava na promoção?! Pena que não tinha meu tamanho. :( Fiquei orgulhosa de mim por valorizar mais o nosso dinheirinho, gastar moderadamente e voltar suuuper feliz pra casa sem um montão de sacolas. Claro que depois dessa andança toda eu AMEI uma bolsa (que ainda to achando cara), mas quem sabe daqui um mês ela volte pra casa comigo… É como dizem por aí: é preciso ter muito sangue no olho pra resistir às tentações nessa terrinha!

Uma foto mostrando como as calçadas estão por aqui. :)

4 meses de casados!

Ontem completamos 4 meses de casados!! Passou rápido. Me lembro como se fosse hoje o dia do nosso casamento. Jota Erre ( e não Júnior), como sempre (na frente dos outros) muito sério me vendo entrar com o papai. Mesmo que pequena, adorei a reunião, pena que era sexta e acabou cedo. Passados 4 meses estamos há quase dois morando no exterior e na nossa casinha. No Brasil como já comentei nos dividíamos entre a casa da mamãe e da minha sogra. Adoro poder estar aqui com ele e estar casada é muito melhor do que algumas pessoas falaram. Sinceramente, eu acho que já o conhecia direitinho, as manias, a baguncinha, o gosto pra comida, tudo! Por isso não tá sendo nada difícil conviver com ele. Pelo contrário, adoro dormir e acordar juntinho e esperar ele chegar da aula ou chegar da minha aula e contar como foi.  Eu gosto de ir pra aula de inglês não só porque conheço pessoas ou aprendo o idioma, mas porque a professora explica coisas que são úteis pra gente. Na última aula ela estava falando sobre os planos de saúde aqui nos EUA. Ontem foi um dia especial! Sempre comemoramos mês de namoro e agora de casados também! Jr queria conhecer uma loja de motos esportivas (Ducati pra quem gosta/entende de moto) e fomos lá! Desembarcamos algumas paradas antes do Centro, num lugar que nunca tínhamos passado nem de carro. Adoro conhecer lugares novos, ainda mais uma parte tão bonita da cidade! Lá é onde fica outra universidade famosa por aqui (St. Louis University) e é como a faculdade se misturasse com a parte de fora dela, não sei se dá pra entender. O entorno é todo lindo e até as plaquinhas com o nome das ruas são diferentes. A frente fria que passou por aqui no final de semana foi ‘embora’ e hoje teve sol e calor (sim porque descobri que aqui tem sol mas pode tá frio, coisa que não acontece em The hahaha). Na loja o Jr ficou com os olhos brilhando olhando aquelas motos enoooormes e já foi logo falando com o vendedor sobre as condições de pagamento. Ele foi encaminhado pra parte financeira da revendedora e respondeu algumas perguntas. Depois disso a pessoa de lá ia falar com alguém do banco para saber se nós tínhamos crédito para financiar a moto que o Jr queria (ele não vai comprar agora, só queria saber o preço e sobre o crédito da gente). Esse processo demora um pouco e resolvemos ir almoçar. Na própria loja tem um restaurante de uma das marcas que eles vendem lá. Me surpreendi!! Achava que só ia ter petiscos e hamburger, mas pedi um filé di-vi-no! Foi o melhor que já comi aqui (também quase nunca encontro no cardápio comida “de verdade”). Jr almoçou uma salada com frango grelhado e até eu que não gosto enchi os olhos quando vi. Nosso almoço foi bem especial, com pratos que amamos, num restaurante incomum mas sempre com a pessoa certa! Comemoramos nossos 4 meses muito bem! Depois de lá voltamos pra loja pra saber o desfecho do crédito. Eles falaram que só financiam se a pessoa tiver um emprego fixo e eles não consideram bolsa de estudos da universidade um trabalho, ou seja, se quisermos comprar algo tem que ser tudo à vista! Eu confesso que não gosto de comprar nada parcelado, mas se fosse possível financiar carro seria melhor porque conseguiríamos comprar mais rápido. Mesmo depois dessa notícia voltamos felizes da vida pra casa porque nossa vida está do jeito que sempre sonhamos ou até melhor! Ah, ‘aniversário’ não pode faltar bolo né?! Fui fazer a receita do melhor bolo de Teresina e do mundo(!!!) e deu certo!! O bolo não ficou duro, mas lógico que não ficou com o mesmo gosto. A gente não tem batedeira e acho que queimei o liquidificador porque a massa era pesada. kkkk O importante é que deu certo!! Uhuuu, tô conseguindo fazer boloooo. Ainda bem, porque ninguém merece esses bolos de caixa né?!

Um mês de EUA!!!

Eu estou pensando: eita mês que passou rápido! Mas quem ficou no Brasil acha isso também?! hahaha O post de hoje é de comemoração, mas vou contar alguns segredinhos (até ontem) daqui. O primeiro é que na maioria das noites eu fico morrendo de saudade da minha família, querendo que eles estivessem acordados até a hora que vou dormir. Já chorei olhando fotos e ouvindo músicas e tô toda manteiga derretida (quem diria!). Achei que o Jr ia demonstrar mais dengo do que eu, mas olha como as coisas mudam… Quando eu tô assim “poquinha” como ele chama ele me pergunta: e tu ainda não quer voltar pro Brasil? Eu digo que não, eu gosto daqui, mas eu queria poder trazer todo mundo comigo. Impossível, mas não custa nada sonhar. Quem sabe quando mamãe e papai se aposentarem eles não venham morar com a gente ou viver viajando e sempre nos visitando… Eu e Jr sempre fomos muito apegados com a família. Eu nunca tinha passado muito tempo fora de casa, ele já tinha passado dois meses, por isso acho que estou num processo de adaptação mais lento. O tempo mais longo que passei foi quando viajei e passei vinte dias fora. A saudade parece que não foi nada, afinal eu já sabia que dia ia voltar e vê-los e sentir o cheirinho deles de novo. Aqui não sei quando volto, se volto, por quanto tempo vou vê-los. Às vezes me pego pensando no que eu vou fazer quando chegar em Teresina de novo. E voltando à pergunta do Jr, ainda é cedo pra decidir o futuro. Apesar de todos os problemas que o Brasil tem quando alguém me pergunta da onde sou respondo com todo orgulho que sou brasileira. Parece que todo mundo ama meu país e sempre diz coisas boas sobre ele. Estamos vivendo, sem dúvida, um período de crescimento, experiência e realização pessoal. Tudo que sempre sonhamos foi estar aqui e agora estamos! Por isso que o Jr passa horas e horas estudando. Eu sinceramente não consigo ainda. Vou pra biblioteca, pra minhas aulinhas de inglês, estudo um pouco em casa e só. Por enquanto. ;) Aprendi muitas coisas nesse primeiro mês: cozinhar, limpar o banheiro, a casa, mexer na máquina de lavar (kkkk nunca tinha mexido antes) e secar, organizar minhas nossas roupas e sapatos e assim vai indo… Percebi também que os americanos não são do jeito que todo mundo fala, grosso, sem coração, “nem aí” pros outros. Eles são bem simpáticos, prestativos, se importam sim com você maaas não ligam se você anda de cabelo raspado ou rastafari. Essa é uma das coisas que gosto aqui: liberdade pra ser diferente. Muitas coisas não conhecia no Brasil e aqui tenho a oportunidade de ver sempre, então acabo dando mais valor ao conhecimento. Também falavam que aqui não tinha o famoso jeitinho brasileiro, mas tem sim! EU até fui beneficiada com isso no dia da minha matrícula de inglês. O que não tem é o jeitinho errado… Sim, eles são impressionados com segurança e está certo! Carros de polícia são vistos toda hora (dia ou noite) fazendo ronda, em cada esquina (às vezes até uma distância menor) tem um botão de emergência que você aperta e espera ser atendido. Apesar da comida comum ser o hamburger e empanados tem muita gente que se preocupa com a saúde e alimentação, por isso vemos muitas pessoas fazendo corrida de dia e de noite. Agora temos responsabilidades e não podemos nos esquecer de pagar as contas (que por sinal já começaram a chegar). Tudo que compramos vai pra nossa tabelinha de gastos. Não podemos começar nossa vida financeira desorganizada. Ainda temos muito o que aprender e conhecer nessa cidade! Andando de carro pude perceber o quão grande é esse lugar. Vamos explorar muito o local que estamos vivendo e suas redondezas. Outra coisa desse tempo é que parece que casei há um mês (já passaram três meses!!). Antes de vir nos dividíamos entre a casa da mamãe e da minha sogra. Agora temos a nossa casa, a nossa cama, o nosso armário, as nossas bagunças e principalmente, nossos horários!! Ficamos acordados até a hora que achamos necessário, levantamos na hora que queremos, almoçamos um cardápio que nós escolhemos, enfim, temos agora uma vida de casados de verdade.  De vez em quando rola uma discussãozinha por causa da baguncinha do marido ou do estresse da esposa, mas nada que dure muito tempo. Ainda bem! hahaha Eu amo demais a pessoa que escolhi viver. Às vezes ele nem vê mas eu fico observando-o enquanto estuda, o jeito que ele canta, que ele coça a cabeça, que ele fecha a boca, tudo! Aí quando não aguento ficar só olhando vou lá e sento no colo dele. hahaha É como eu falei pro Jr: nem parece que somos casados, parece um casal de namorados que resolveu morar juntos. Espero que seja assim a vida inteira!  De presente de um mês ganhamos um feriado! Oba, vamos ao shopping ver as promoções e se finalmente compro meu tênis da academia. Estamos muito felizes aqui, porém com saudade de vocês.

P.S.: Giesse, coloquei mais montagem de fotos aqui porque tu pediu! Saudade. :)

Correria nos aeroportos.

Saímos de madrugada de Teresina com destino à Fortaleza. Mas de lá só sairíamos às 16:30. Quando chegamos ao aeroporto fomos embalar nossas malas naqueles ‘protect bags’. Veio aí o primeiro stress: o plástico rasgava só passando a unha, mas tudo bem. Ao fazer o check-in a operadora da Gol viu no sistema que teríamos que retirar as malas e  fazermos outro check-in em SP (sendo que a diferença de um vôo para o outro era 1:30). Pedimos para retirarmos as bagagens só quando chegássemos nos EUA para não correr o perigo de perder o vôo internacional. Durante a viagem de Fortaleza pra SP enfrentamos muuuuita turbulência, nunca um avião tinha tremido tanto! Por isso, demorou mais um pouquinho e chegamos em SP em cima da hora. Atravessamos o aeroporto de Guarulhos correndo, morrendo de fome, sem tempo nem pra olhar pro lado e chegamos ao guichê da Delta. Passaram a gente na frente de outras pessoas e foram super atenciosos. Daí, corremos para o embarque! A fila para apresentar o passaporte estava enoooooooorme e quando conseguimos passar por ela corremos de novo até o portão de embarque (que já tinha começado). Ufa, cansei só de escrever imagine na hora como não estava meu coração. Depois dessa correria fiquei tranquila porque o Jr disse que tinha marcado os assentos um do lado do outro na parte do avião que só tem duas poltronas!!! Quando achamos o lugar, adivinhem: eu estava em uma fileira no meio de dois homens e o Jr em outra fileira no meio de dois homens. Aff, bateu o desespero! Como aguentar um voo com essa duração no meio de dois desconhecidos?? Meus olhos encheram de lágrima, o Jr me olhou com uma carinha… :( E ai vocês estão se perguntando: e porque eles não pediram pra trocar? Caaalma!! hahaha Jr fez a primeira tentativa, olhou pro japinha do lado dele e pediu pra trocar comigo, o carinha so olhou pra mim e soltou um sorry pro maridinho, disse que tinha reservado aquele assento. Continuei com cara de choro, mas o Jr não desistiu. Foi atrás do comissário pra achar um lugar pra nós dois. Na volta, achou um brasileiro que estava com a mulher e dois filhos e a esposa com um filho tinham ficado láááá atrás e ele estava atrás da gente (no meio). Conseguimos trocar! Ebaaaa!! FInalmente juntossss! Quando chegamos na poltrona…era a última do avião e não dava pra reclinar. Aff, uma hora dessas eu já nem sei o que eu tava sentindo…Mas pelo menos eu tava com meu bebê e não entre dois senhores esquisitos e americanos do meu lado. Aí aparece o comissário e diz: vocês viram que tem dois lugares juntos lá na frente? Oba!!!!!! Juntos e com a cadeira que reclina, pra que melhor? Tinha um japa americano do meu lado simpático, mas que não cheirava nada bem…foi o jeito aguentar. Chegando na terra do tio Sam enfrentamos maaais uma fila gigantesca e ficamos esperando 1 hora e meia para sermos atendidos pela imigração. Ainda faltava uma viagem para chegarmos finalmente ao nosso destino final. A hora ia passando e a gente achando que ia perder o vôo porque já estava em cima da hora!!! O aeroporto de Atlanta é tão gigante que tem um trem dentro, fiquei :OOO. hahha  O Jr estava atrás de mim, aí eu fui entrar no trem e ele disse: tu vai pra ooonde? Achando que eu ia era embora do aeroporto. kkkkk Enfim, corremos andamos muito mais que em SP mas chegamos na hora do embarque. Cadeira separadas novamente, mas pelo menos agora era só uma horinha, dava pra ter alguém esquisito do lado… Detalhe: se a pessoa da Delta que fez meu check in sabia que tinha dois lugares vagos um ao lado do outro porque nos colocou bem no meio e separados? Eu hein, vai entender… Enfim, chegamos bem e por enquanto estamos num hotel maravilhoso. Estamos muito felizes apesar da saudade!

 

ps: desculpa os erros de português, tava com muito sono quando escrevi.

See you soon, Teresina.

Já são 2:30 da manhã do dia 1º de agosto de 2012. Ainda estou acordada arrumando as malas. As costas doem, o sono bate, mas como sempre deixei pra última hora. Ainda não caiu a ficha que tenho menos de 24h com minha família e amigos, menos de 24h para ainda ir em cartório, pegar roupas, terminar de arrumar a mala, ir ao banco, e outras coisas que certamente aparecerão para resolver amanhã. (Não estou reclamando, apenas comentando um fato.) Hoje vou dormir sem meu marido pela terceira noite consecutiva. Não porque ele já foi, mas por causa da nossa vida em duas casas e por isso cada um teve que ficar na sua para arrumar as malas. Para me consolar eu penso que em 24h dormirei e acordarei todos os dias só com ele, mas meu olfato insiste em sentir saudade do cheirinho de bebê que ele tem. Minha boca insiste em pedir o beijinho de boa noite. Minha pele exige um abraço apertado antes de dormir. Meus ouvidos sentem falta da voz grossa e linda dele. Meus olhos imploram pra ver aquele último sorriso que ele sempre dá antes de dormir. E é por isso que casei com ele. Porque o amo de todos os jeitos. Ele foi o melhor namorado que alguém pode ter e está sendo um marido maravilhoso. Estamos nos descobrindo ainda mais e isso nos dá força para ‘enfrentar’ o que vem pela frente. Muitos dizem que sou corajosa, mas agora eu digo que não sou. Sou movida pelo amor. O amor sim é corajoso. Ele faz a pessoa ficar acordada até metade da madrugada arrumando uma  duas malas e faz aguentar a saudade de três dias dormindo um longe do outro. Ele também vai fazer sentir saudade da minha família mas vai me dar forças para aguentá-la. Amanhã mais tarde vamos deixar aqui o que temos de mais precioso para correr atrás dos nossos sonhos e construir nossas vidas. Eu sei que vai valer a pena, porque para onde formos sempre haverá amor. Volto a postar em breve, dos EUA.

Carol

 

PS: O nome do tema que usamos aqui no blog é Forever. Interessante.

Traje.

Muitas pessoas estão nos perguntando qual a roupa adequada para essa ocasião. Será um casamento simples, apenas no civil, para os mais íntimos e em casa. Por isso, não é necessário o uso de terno para os homens nem de longo para as mulheres (até porque nosso clima agradável não colabora). A sugestão é uma calça social e blusa de manga comprida (que pode ser dobrada) para os homens/meninos e um vestido curto (ou saia e blusa) mais arrumadinho para as meninas. Não é obrigatório ir assim é só uma dica, o bom mesmo é estar à vontade para podermos aproveitar da melhor maneira esse momento. Espero vocês!