Farmácia.

E aí quando você sai do hospital tem que comprar o remédio né? Nem sempre… Quando se sai tarde da noite, sem carro e sem farmácia perto fica difícil. Então você tá pensando: pede um delivery. E quem disse que isso existe aqui? Aliás, me decepcionei com os deliveries  da cidade, ou então ainda não me achei. Mas deixa isso pra lá, pra um outro post talvez. Voltando à história da farmácia. Aluguei um carro para ir à farmácia mais próxima de casa, porquê não tem nenhuma que dê pra ir a pé e se fosse de táxi iria pagar 3x o valor do aluguel. Chegando lá dei as receitas no balcão, a pessoa perguntou pelo cartão do plano de saúde e a que horas eu ia buscar. Eu já fiquei desconfiada: como assim que horas vou buscar?? E ‘num’ é na mesma hora não? Daí eu fiz uma coisa que odeio não gosto, respondi com outra pergunta: A que horas fica pronto? Ela falou que demorava só de 15 a 20 minutos. Ok, resolvi esperar na farmácia e ela disse que chamariam meu nome no sistema de som. Aproveitei pra dar uma olhada nos desodorantes pra ter certeza que por aqui eles não gostam dos aerossóis. Já coloquei na lista de compras brasileiras desodorantes desse tipo pro ano inteiro! Depois de meia hora ouvi o “Da Silva” (sobrenome do paciente Jr :P) pick-up e fui receber. Chegando lá, a mulher fala: ah, são dois remédios né? Só um está pronto. E eu preocupada com o aluguel do carro perguntei de novo quanto tempo demoraria, mais 15 minutos.  Liguei logo pro Jr extender a reserva pra gente não pagar multa. Depois de uns 20 minutos não me chamaram e eu já fui pra fila de receber e pagar, pra ver se adiantava o processo. O remédio ainda não estava pronto, mas pelo menos o caixa era simpático e foi tentar agilizar. Ah, detalhe: quando estava na fila olhei pro lado e vi um dos medicamentos do Jr na prateleira de remédios que  não precisava de receita. Quando finalmente o segundo remédio ficou pronto, o caixa me chamou de novo (eu fui pra fila de novo, porquê achei que era falta de educação só ficar lá do lado esperando), foi passar este tal remédio viu que não tinha sido aprovado ainda pela farmacêutica e disse que demoraria apenas 2 segundos pra ela fazer isso. Acontece que a farmacêutica estava hiper ultra mega atarefada, com telefone fixo, celular e aprovando medicamentos tudo ao mesmo tempo. Passados 10 minutos (que eram pra ser 2 segundos) o caixa simpático volta e diz que ela encontrou um problema na receita e por isso não podia autorizar, se eu quisesse saber o que era pra ir em outra janelinha conversar com ela. Minha gente que complicação é essa pra DOIS remédios? Parece farmácia de manipulação, mas pelo menos quando vamos lá sabemos que não fica pronto na mesma hora. A uma hora dessas eu não tinha mais tempo pra esperar e certamente não entenderia o que ela tinha pra me dizer, daí fui embora só com um remédio, devolvi o carro atrasada e ainda paguei multa. Dois dias depois o Jr recebe uma ligação da farmácia com uma gravação dizendo que o bendito estava pronto. Agora tá lá, porquê o Jr foi em outro médico, que passou outros remédios e ele comprou sem complicação numa outra farmácia.
*Assisti “Amanhecer – parte dois” e adorei! Já comentei que não sou muito crítica pra filme, né? Além do que sou romântica (mais do que o esperado hahahaha) e adoro filmes fofos.

*A melhor coisa é supermercado 24h! Além de ser beeem mais tranquilo na madrugada, eu posso ir pra um lugar que fecha cedo, deixar o Jr em casa (porque quando ele vai fica “aperreando” pra ir embora e eu nem olho as coisas direito) e só depois ir curtir essa parte de ser dona de casa. Namoro com flores e até pimentões, volto feliz da vida! hahahaha

UPDATE

Amanhã teremos uma festinha em comemoração ao ThanksGiving na aula de inglês. Cada pessoa leva um prato, que pode ser típico do seu país. O que eu levo???? Que não seja difícil e tenha os ingredientes aqui. Cuscuz e beiju não rola. kkkkk Brigadeiro também não!!

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Hospital.

Desde a semana passada o Jr sentia um mal-estar, muita dor de cabeça, enjôo e tontura. Achamos que ia passar logo, ele tomou remédios mas os sintomas iam e voltavam. Faltou aulas, fez uma prova porquê foi o jeito mas continuou passando o mal. Ontem resolveu ir ao hospital porquê lá não pagamos a consulta por causa do plano de saúde. Eu não sei se temos que pagar se formos fazer uma consulta sem ser emergência, mas a de ontem não pagamos um centavo. Ele já foi ao departamento médico perto de casa mas tinha que pagar uma parte porque o plano de saúde só paga uma porcentagem do valor total, é o chamado co-pay (que agora está começando a ser implantado no Brasil). Tem uma parada do metrô praticamente dentro do hospital. E que hospital!  Sempre gostei de assistir Grey’s Anatomy e House (no começo era mais interessante, foi ficando chato e nunca mais assisti) e por isso adorei ir pra lá, mesmo por um motivo ruim. Estava me sentindo no Seattle Grace Hospital ou no Princeton-Plainsboro Teaching Hospital, mas na verdade estava no Barnes Jewish Hospital. hahaha Este hospital é considerado o sexto melhor dos EUA e o melhor do Missouri (de acordo com uma propaganda que passava lá), ou seja, bem conceituado. Era tão grande que nos perdemos e fomos parar na parte infantil. Fiquei encantada, tudo era muito colorido, várias esculturas infantis e até o desenho/pintura do carpete era diferente. Lá pedimos informações e cruzamos uma das várias passarelas que interligam cada parte do hospital. Mesmo assim ainda não tínhamos nos encontrado e fomos parar num local restrito aos funcionários. hahaha Lá pedimos ajuda de novo e finalmente chegamos à Emergência. Já tinha lido a respeito do atendimento no hospital aqui nos EUA e fui preparada pra esperar mesmo. Primeiro Jr preencheu uma ficha de atendimento, em seguida, após mais de uma hora de espera, ele foi chamado para responder algumas perguntas ( o que ele estava sentindo), depois de mais de uma hora chamaram de novo, pra dar um encarte do hospital, perguntar sobre o plano de saúde e dando instruções se caso ele piorasse antes de ser atendido. Enquanto esperávamos, senti cheiro de pipoca, depois de batata frita e hamburger, aí foi dando vontade de comer fome. Depois de muito andar, achei a cafeteria e fiquei boquiaberta. Várias opções de lanche, comida “de verdade”, bolos, frutas, saladas, sucos, refrigerantes e até pipoca! Tudo por um precinho bem acessível. Assim a espera fica mais gostosa né? Como não entramos pela porta principal não passamos pelo detector de metais, mas todas as pessoas que chegavam só entravam depois de passarem por essa vistoria (quando voltei da cafeteria passei). Eles são bem preparados, preocupados, loucos, sei lá o quê com essa questão de segurança. Após esperarmos um bom tempo finalmente fomos chamados. A enfermeira falou que Dr House estava vindo. Na mesma hora fiz uma brincadeirinha, o House estava ali! kkkkkk Era uma médica bem simpática, fez algumas perguntas pro Jr, passou um remédio intra-venoso (acho que é isso que quer dizer o IV que ouvimos lá) e quando esse medicamento acabou ela voltou, perguntou como ele estava se sentindo e receitou remédios que ele tinha que tomar em casa. Caso ele não melhore, vamos ter que voltar. Ela não falou nenhuma doença possível, achei estranho porquê esperava que ela fosse dar um diagnóstico ou pelo menos fazer algum exame. No entanto, não entendo os procedimentos que médicos e hospitais têm que fazer, então achei que fomos bem atendidos e não tenho do que reclamar. Durante a ‘entrevista’ (eu sei que tem um termo médico pra isso, mas não lembro qual) da médica eu ficava no google procurando os sintomas em inglês. O Jr já tinha visto alguns, mas esqueceu de outros. Adoro quando aprendo palavra nova, fico repetindo mil vezes mentalmente. hahaha Pra completar, quando foi tomar banho após essa longa espera no hospital quase levou uma queda na maldita banheira, prendeu o pé no ralo(?) e quase se machucava mais sério. Depois de um tempo ele percebeu que o lençol de cama estava todo sujo de sangue e no lugar que ele estava. Procuramos mas não vimos nenhum lugar ferido, depois sujou mais e quando olhei pro pé dele lá estava o dedinho sujo e machucado. Tadinho :( Ele melhorou, mas ainda não está 100%, vamos ver como ele vai responder aos medicamentos.

Ah, hoje foi o dia mais frio por aqui! Quando saí de manhã a temperatura era de -1 ºC, com Sol e muito vento. Tinha previsão de neve, mas infelizmente não foi dessa vez. Tô doida pra conhecê-la! Mas prefiro que seja quando eu esteja em casa, pra evitar congelar. hahaha Na volta do hospital fazia 3ºC e ventava mais que de manhã. Tô achando que esse inverno vai ser bem rigoroso.