Como ingressar na universidade nos EUA.

Há tempos queria fazer esse post, mas fiquei enrolando. Muita gente tá me perguntando sobre universidade então decidi colocá-lo no ar. Vou dar uma ideia geral de como fazer pra ingressar na universidade aqui, mas algumas delas tem pré requisitos que outras não tem então é sempre bom checar o site da universidade que você queira. O bom daqui é que eles disponibilizam todas as informações nos seus sites e ajuda muito! Praticamente todas as universidades aqui requerem uma prova chamada SAT. Bom, o SAT é o exame que as universidades americanas usam para avaliar o desempenho de cada estudante para aceitá-lo ou não como universitário. É parecido com o ENEM aí do Brasil. Primeiro nos increvemos para a prova e podemos escolher até 4 faculdades para eles enviarem os seus resultados (scores), depois fazemos a inscrição na universidade que queremos (site da universidade) e eles analisam os scores do SAT, do TOEFL (prova apenas de inglês para estrangeiros que não têm inglês como língua primária),o desempenho escolar, carta de recomendação, essas coisas. Têm dois tipos de SAT: o geral e o subject. O geral contém uma redação e 6 sessões para serem resolvidas em 25 minutos cada, 2 sessões de 20 minutos cada e uma sessão de apenas 10 minutos. Ou seja, assim como o TOEFL, o maior desafio do SAT é o tempo. As questões não são muito difícieis, mas lembre-se que  na maioria das vezes você vai ter menos de 2 minutos pra cada. Então minha dica é: quando for estudar para o TOEFL e para o SAT é muito importante que você faça isso de acordo com o tempo que você vai ter no dia da prova, ou seja, cronometre o tempo. O SAT subject testa o conhecimento específico de alguma matéria, a minha universidade não pedia, então não fiz e não sei muito a respeito. Me preparei para a prova do SAT com um livro chamado The official SAT study guide, se não me engano é o que eles recomendam no site. Não foi caro, foi uns $30 na época (quase dois anos atrás). No site eles também disponibilizam algumas questões, mas não são muitas, então é melhor comprar o material mesmo. Pro TOEFL só treinei com material grátis do próprio site, não me preparei muito pra falar a verdade, então meu score não foi lá essas coisas, mas deu pra ser aceita. hahaha Tanto o TOEFL quanto o SAT podem ser feitos no Brasil, parece óbvio mas muita gente não sabe. Entrei em contato com o meu colégio pedindo pra traduzirem o meu histórico e eles se encarregaram disso, não fui eu que fiz nada, mas se não me engano a secretaria de educação da minha cidade que ficou responsável por fazer isso. Quando os documentos ficaram prontos, pedi pra colocarem no envelope da escola, selado e tudo, mas quem enviou pra universidade foi minha mãe e não o colégio. Nunca vi esses documentos, foram direto pra universidade. Lá, alunos internacionais são muito bem recebidos e eles estimulam esse mix de estrangeiros com nativos. Não precisei de carta de recomendação. Precisei do extrato bancário de quem ia pagar minha faculdade (no caso a mamãe) tanto pra ser aceita quanto pra eles emitirem o I20 (tive que enviar duas vezes). Infelizmente, o valor da tuition para estudantes internacionais é bem mais cara do que para americanos. Algumas universidades não aceitam que o pagamento seja dividido, ou seja, tem que pagar o ano todo de uma vez. Outras, como a minha, deixam você mais a vontade pra pagar. O pagamento pode ser feito também por semestre ou em 3 prestações em cada semestre. Como falei antes, isso depende. Alunos internacionais geralmente não conseguem bolsas e devem provar que tem dinheiro pra pagar pelo menos o primeiro ano de faculdade. Com o nosso visto, podemos trabalhar até 20h na universidade (além de estudar, claro) no primeiro ano e a partir do segundo ano podemos pedir uma permissão pra fazer estágio fora do campus. No meu primeiro ano optei por só estudar, me acostumar com a rotina de estudos e aprimorar bem o inglês. Porém, penso sim em fazer estágio a partir do próximo ano. Espero ter respondido algumas dúvidas, qualquer coisa é só perguntar que tô sempre aqui. :)

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Boas novas

Há umas duas semanas o Jr recebeu um email do CNPq avisando que o projeto dele tinha sido aceito no programa Ciência sem Fronteiras.  Mas para poder assinar o termo de conce$$ão da bolsa ele teria que enviar documentos adicionais. Considerando o desempenho acadêmico dele nem teríamos dúvidas de que ele ganharia, mas ele tinha que mostrar fluência em inglês e ter mestrado ou formação equivalente. O inglês é avaliado de acordo com a nota do Toefl, mas ele ficou com dois pontinhos a menos do que o necessário. O mestrado ele começou, mas as aulas daqui iniciaram e ele teve que largar. Ele ligou pro CNPq perguntando o que era a tal formação equivalente que dizia no site, mas não souberam responder, então ele perguntou se podia ser iniciação científica na graduação e disseram que achavam que sim. Abrindo um parênteses: como assim a pessoa que é contratada para tirar as dúvidas não sabe a resposta? Sim, voltando. Jr fez iniciação científica durante o curso inteiro, por três anos. Mesmo assim ficamos em dúvida e com medo dele não ser aceito por essas duas besteirinhas. Eis que hoje quando ele abre o email tem lá um dizendo que a bolsa será concedida pra ele!!! Uhuuuu!! Ficamos muuuito felizes!! Esse programa (CSF) concede bolsas de estudo no exterior para alunos que se destaquem no meio acadêmico. Eles dão um auxílio instalação, passagem, plano de saúde e uma quantia em dinheiro por mês. Inclusive tem um amigo de um amigo dele que estudou na mesma universidade do Jr que está aqui na WUSTL fazendo graduação sanduíche (vai ter que voltar no comecinho do ano que vem :( ) Esse rapaz falou que também recebe um auxílio alimentação, mas ainda não vi o termo de concessão da bolsa pra doutorado e não sei com o quê tanto seremos beneficiados. Já estamos instalados aqui e já pagamos o plano de saúde, mas acho que não podemos ser reembolsados. Vou ler com calma depois esse termo. Fiquei tão feliz que vim correndo contar aqui no blog! hahaha Vocês tão pensando: nossa, como o governo é bonzinho. Eles dão tudo isso, maaaas (sempre ele) a gente tem que voltar pro Brasil e passar o mesmo período que passamos aqui recebendo a bolsa ooou se quisermos podemos quitar nossas dívidas (tudo que eles nos “deram”) e ficar em qualquer lugar do mundo. Duas coisas devem ser levadas em consideração além da vontade de voltar ou ficar: a primeira é que existe casos em que uma instituição quer tanto uma pessoa que resolve pagar essa dívida com o governo, a segunda é que com o salário que eles pagam por essas bandas pra um doutor é muito bom e dar pra pagar (parcelado, claro!) esse montante. Mas isso só vamos pensar no último ano do doutorado, por enquanto vamos aproveitar o que os EUA têm de melhor e comemorar!!! Nossa semana começou com o pé direito!!

P.s: com o comentário da Binha vim atualizar o post: vamos acumular essa bolsa com a que já recebemos aqui. Isso pode porquê uma é concedida pelo Governo brasileiro e a outra pela instituição americana. Se as duas fossem do Brasil teríamos que optar.