Tirando a carteira de motorista! Yey!!

Bom, pra dar um intervalo nos posts da viagem resolvi escrever sobre minha carteira de motorista aqui dos EUA. Sim, minha carteira brasileira é válida aqui enquanto ela for válida no Brasil também. Importante lembrar que nem em todos os estados acontece dessa mesma forma, mas ainda bem que aqui sim. Então vocês devem tá se perguntando o motivo de tirar a daqui, né? Pois é, quando compramos o carro foi a maior dificuldade pra achar uma companhia de seguro e quando achamos não era nada barato! Entre outros fatores, uma das razões para o preço elevado era que nós não tínhamos um histórico de direção aqui, que só é possível com a carteira local, certo? Além disso, nosso seguro determinou que tínhamos que tirar a carteira de motorista americana em 30 dias, ou seja, não tive escolha. Também tem outro ponto: meu passaporte anda sempre comigo na bolsa, pois é a forma de identificação válida que tenho por aqui. É perigoso, caso eu perca nem quero pensar na dor de cabeça, enquanto que se eu tiver uma carteira de motorista ela vale também como carteira de identidade e meu passaporte pode ficar guardadinho, sendo usado apenas para viagens pra fora do país. Não é legal assim? :D Eu estava uma euforia só quando comprei o carro, depois meu irmão chegou e eu nem conseguia pensar em outra coisa! Por isso, não me preparei direito pro teste, mesmo assim queria ver como era, se era muito difícil, o que eles observavam e tal. Eu tava com medo das taxas, mas resolvi arriscar assim mesmo. Fui até o escritório de testes já com os documentos (como meu visto é F2 preciso de uma carta da universidade confirmando a matrícula do marido além do passaporte, I20 e comprovante de residência) e na mesma hora me colocaram pra fazer o teste escrito, aqui não marca antes. É claro que reprovei e soube disso antes de terminar, porquê a medida que você passa de uma questão pra outra ela já diz se você acertou ou não. A minha primeira surpresa: ao final do teste a pessoa que trabalhava lá me perguntou se eu queria tentar de novo e eu aceitei. Podia tentar duas vezes por dia e não paguei nada. Claro que não passei também. :D Voltei pra casa e li o guia de direção inteirinho e no outro dia fui lá de novo. Antes de terminar o teste eu já tinha sido aprovada (não precisa acertar todas e eu atingi o percentual mínimo antes de responder tudo)!! ÊÊÊ! Daí fiquei esperando pro meu teste de direção mesmo, tava confiante, afinal (penso eu) não sou barbeira e amo dirigir! Ah, carro automático também não tem a preocupação de deixar “estancar” ou “morrer” né?! Aqui todo mundo faz a prova no seu carro, antes de começar a avaliadora olha se os faróis e setas estão funcionando, se você sabe o que é o freio de mão e o outro freio, pergunta também se você sabe dar luz alta e piscar a luz (dã! kkkk) e utilizar o desembaçador (o nome é esse mesmo?) dos vidros dianteiro e traseiro. Depois dessa checagem começa o teste. Nada de diferente, mas nem fui pra baliza e já tinha sido reprovada. kkkkk A regra por aqui é olhar por cima do ombro (além do retrovisor) quando for trocar de faixa, dar ré, fazer um estacionamento, tudo! No Brasil a gente não é ensinado assim né?! E eu acho que é mais perigoso também, mas como são as regras daqui né… No dia seguinte viajei e no último dia do prazo que o seguro tinha me dado fui de novo e passei!! Uhuuu!! Agora a notícia mais impressionante: depois que você é aprovada recebe um papel/formulário que leva em outro escritório pra fazer o pagamento e poder receber a carteira. Adivinhem quanto foi??? EU tava morrendo de medo de sair caríííssimo por causa das reprovações, mas pasmem: custou apenas $10!!! Ufa, que alívio! No Brasil nem as taxas do Detran custam apenas R$20,00 além de ter que pagar pelo teste cada vez que faz. Estou ansiosa pra carteira chegar e finalmente poder guardar o passaporte!!