Chicago – parte 2.

No terceiro dia em Chicago tentei sair mais cedo do hotel, mas não sei porquê não consegui. Fiquei tão cansada que achei melhor descansar um pouco antes de sair, o problema é que os horários das atrações pagas não colaboram. Algumas só abrem às 10h da manhã e fecham às 16, 17h. É muito cedo e você tem que sair correndo de uma coisa pra outra. O primeiro lugar que fomos foi o Museu de Ciência e Indústria. O estacionamento lá era mais barato (não significa que não seja caro :D) e quando chegamos tinha pouco carro então conseguimos um bom lugar. O museu é bem interessante, tem muuuita coisa pra ver e as crianças adoram. Eu não sou contra as criancinhas, mas fui num dia de sexta-feira que me parece que é de graça, então já viu! Lotaaaaado!! Tem muita coisa interativa lá e quando eu tava no meio de uma “experiência” lá vinha uma criança e “metia a mão” no meio ou então passava no meio da foto, me danei e não quis mais demorar lá dentro, perdi a paciência. kkkkk Só fui embora de ver praticamente tudo, mas não aproveitei tudo que era pra aproveitar. Se você for nerd lá é um bom lugar pra se divertir. hahaha Almoçamos por perto e meus planos de ir ao Navy Pier foram por água abaixo quando começou a chover. Meu irmão queria ir ao outlet, pois o daqui de St Louis é bem pobrezinho sabe? Então lá fui eu me meter no trânsito de Chicago! EU tinha olhado o percurso pela manhã e vi que demoraria 47 minutos, mas no horário que fui demorei mais de 2h pra chegar. Eu já tava arrependida, mas não tinha pra onde correr. Pra completar tínhamos que pagar pedágio pra sair da highway e entrar na rua do outlet, fiquei com medo pois só aceitava moedas e não tinha atendente, mas ainda bem que eu tinha as moedinhas! PAsseamos e deu pro meu irmão aproveitar bem. Achei que lá era um shopping fechado igual o daqui de St Louis, mas o de lá é aberto e estava beem frio. Agora vou contar o desespero de uma viajante despreparada que tem um celular que descarrega fácil e não comprou um carregador de carro. EU ficava economizando bateria sabe? Nos museus eu desligava o celular e só ligava na hora dos percursos mesmo pra usar o Google Maps como GPS. O problema foi que passei muuuito tempo pra chegar ao meu destino e a bateria do coitado foi praticamente embora. Quem disse que eu sabia voltar? Não era só pegar o caminho de volta porquê depois de lá tínhamos programado um jantar na Fogo de Chão (churrascaria rodízio de comida brasileira). ENquanto meu irmão experimentava roupa eu ficava carregando o celular na loja (quando tinha tomada). Perguntei no balcão de informações do outlet se lá não tinha uma loja ou quiosque que vendesse acessórios pra celular, mas a pessoa me informou que não tinha. Eu já tava desistindo de comprar quando parei numa loja da Sony e perguntei pro vendedor se não tinha mesmo um lugar que vendesse acessórios lá, e num era que tinha um bem em frente à loja? O senhor não era muito simpático nem os preços amigos, maaas foi o que me salvou, senão até hoje tava no banheiro daquele outlet carregando o celular. Depois conseguimos chegar à churrascaria e fiquei tããão feliz!! Comi picanha, pão de queijo, banana assada caramelizada (que quase derretia na boca), farofa e outras coisas. Uma americana me perguntou o que era farofa, se eu já tinha comido e gostado, com o quê eu comia, ela e a amiga estavam com medo de provar nossa farofinha. hahahaha Em seguida fomos pro hotel e no outro dia nos despedimos dessa cidade que deixou saudades. Se vocês tiverem contado só visitamos quatro atrações e tínhamos direito a cinco, mas o tempo não deu pra ir conhecer. Com o Citypass ainda podíamos escolher entre o Museu de Artes e o Planetário, entretanto não arranjamos tempo. Outra coisa famosa da cidade e que ficou faltando conhecer foi o Navy Pier, mas acredito que outras oportunidades virão. :)

Chicago – parte 1.

Meu irmão veio passar 23 dias e minha cidade não é tão grande nem famosa, então aproveitando que ele já estava aqui fomos a duas cidades: uma perto e outra nem tanto, mas tudo valeu a pena. Primeiro fomos para Chicago. Pesquisei e vi que o trânsito de lá era complicado, mas achei melhor ir de carro mesmo. Eu gosto de dirigir, então isso não foi problema. De St Louis pra lá foram 4h 30min de viagem e a estrada era ótima. Uma coisa que deixou meu irmão impressionado foi que as estradas nunca se cruzam em sentido contrário, na maior parte do caminho eram duas de cada lado, separadas por uma muretinha ou “jardim”. A medida que a gente se aproximava de uma cidade maior as pistas contavam com 5 ou 6 faixas. Durante o percurso vimos alguns carros da polícia monitorando nossa velocidade e eu, como sou medrosa e não estou no meu país, não excedi os limites de velocidade. Muitos carros  me ultrapassaram e até faziam pressão pra andar mais rápido, mas eu prefiro me conter mesmo.

Programei chegar em Chicago às 15h de uma quarta feira, que era a hora do check in do nosso hotel (a grande maioria dos hotéis usam esse horário) e ficar até o sábado de manhã. Nosso hotel não ficava no centro, mas era bem localizado e, de carro, só eram 10 ou 20 minutos até os pontos turísticos famosos. Esse tempo de percurso poderia aumentar de acordo com o horário, pois realmente o trânsito de lá é beeem diferente do daqui, é de cidade grande mesmo. Antes de ir pesquisei e vi que estava tendo show do Blue Man Group por lá e quis logo garantir  nossos ingressos, então depois do check in e almoço fui logo comprá-los para assistir no dia seguinte. EM seguida fomos ao Skydeck (antiga Sears Tower), que é um prédio com 103 andares e possui um observatório no seu ponto mais alto, por isso é um dos pontos turísticos mais famosos e visitados da cidade. Eu tinha planejado chegar lá de tardezinha, pra ver a cidade durante o dia e durante a noite, mas por causa do trânsito não foi possível. Deixei o carro num estacionamento, mas achei caro, embora depois eu tenha feito as contas e visto que se tivesse ido de metrô nossas passagens somariam mais do que o que pagamos pra estacionar. Eu confundi o horário de funcionamento do Skydeck (que só é até 8 p.m) e acabou que chegamos quase na hora de fechar. Na entrada comprei o Citypass, que é um passe que você ao adquirir tem direito a visitar 5 atrações de Chicago (já pré-selecionadas) e ainda ganha alguns descontos em alguns locais, inclusive no Blue Man Group que eu tinha acabado de comprar. :( Esse passe dá direito a entrada “vip” e algumas atrações e exibições que você teria que pagar por fora caso comprasse o ingresso individual em cada lugar. Voltando ao Skydeck, o elevador que nos leva até o topo “demora” apenas 60 segundos pra chegar lá em cima, é muito rápido, mas eu nem senti (tinha uma menina no elevador com a gente que tava “passando mal” hahahaha).  Assim que cheguei lá em cima fiquei decepcionada, não vi nada de diferente, era apenas um observatório, a diferença é que você vê tudo menor… Tem umas lunetas lá dentro pra você enxergar melhor mas só funcionam se pagar, então deixamos pra lá. Eu já sabia que lá dentro também tinha uma “sacada” de vidro, que você via o chão lááá do 103º andar e foi o que fez valer a pena a visita pra mim. No começo eu fiquei só olhando, mas é claro que estando lá não ia perder a oportunidade de pisar e tirar foto no lugar mais legal do Skydeck! hahahaha É bem disputado, tiramos umas fotos e apareceram outras pessoas, mas depois faltavam apenas 15 minutos pra fechar e voltamos lá, estava mais calmo. Pra quem não quer intrusos nas fotos e está tranquilo financeiramente tem uma sacada apenas para fotos pagas. Depois de lá ainda cogitei ir pra um restaurante, mas estávamos cansados e só passamos no Mc Donald’s pra pegar um lanche (porquê até o estacionamento do Mc era pago!!).

Piso de vidro no 103º andar.

Piso de vidro no 103º andar.

No dia seguinte fomos tomar café num lugar bem legal, tem vááárias opções mas são bem americanizadas messmo, típico de verdade. Inclusive lá tem um cardápio com os preferidos do presidente Obama. Em seguida visitamos o The Field Museum e me senti naquele filme “Uma noite no museu” hahaha. Fomos de carro e por isso gastamos 20 dólares só no estacionamento. Lá é bem bonito, tem muitas coisas pra ver e mesmo que você vá passando rápido pelas exposições leva um bom tempo lá dentro. Eu não sou muito fã de museu, mas estava incluso no Citypass  e é um dos locais que você deve ir quando visita a cidade. No mesmo complexo tem também o Shedd Aquarium que visitamos logo depois de um lanchinho no Field Museum. Nosso passe dava direito ao show aquático mas quando chegamos fomos informados de que o show já estava lotado, uma pena. Mesmo assim, como já estava lá (e o estacionamento é caro) resolvemos visitar naquele dia e também tínhamos entradas para o cinema 4D e uma exibição de água-viva. Pra ser sincera gostei muito mais do Aquário do que do museu, era tudo lindoooo!! Sem falar que também tem um pedacinho do aquário dedicado apenas à Amazônia. Também leva-se muito tempo lá dentro, eu quis ver tudo e com calma, então… Achei muito bem bolada a ideia de colocar um aquário à beira do Lago Michigan, inclusive na parte que tem as baleias a impressão que a gente tem é que os dois se conectam. Quando saímos de lá fomos ao Millenium Park, onde tem aquelas esculturas (é esse o nome?) de aço e que se tornaram cartão postal de Chicago. Não demoramos muito e nem tem o que demorar mesmo, a não ser que você queira caminhar na avenida mais famosa da cidade depois, não era nosso caso pois além de não querermos comprar nada, o frio estava muito! De lá não daria tempo voltar no Hotel e ir pro show do Blue Man Group, então passamos numas lojas que meu irmão queria ir e chegamos uma hora antes do espetáculo começar. Como chegamos cedo estacionamos na melhor vaga: em frente ao teatro! Só estava preocupada com medo do meu tempo de estacionamento na rua acabar antes do show e correr o risco de ter o carro rebocado, mas aí fui informada que depois das 21h eu não precisava me preocupar. :)) O show é incrível, muuito bom mesmo!! Fiquei encantada com a banda que faz parte da apresentação também. QUem tiver oportunidade de assistí-los não pode deixar passar! É animação do começo ao fim.

Uma noite no museu. :P

Uma noite no museu. :P

Na parte do Havaí do aquário.

Na parte do Havaí do aquário.

The "bean" (o feijão) como os americanos chamam...

The “bean” (o feijão) como os americanos chamam

Adorei poder tirar foto com ele!!

Adorei poder tirar foto com ele!!

Baixei um aplicativo no celular que me mostra todos os restaurantes na área que estou, mostra se o público aprova ou não o local e o que acham dele. Também podemos pesquisar por tipo de comida, então lá fui eu procurar a brasileira. :DDD Achei um lugar que vendia pão de queijo, coxinha, empada e outras coisas gostosas que não achamos por aqui e bem perto do teatro onde foi o show, mas quando chegamos lá já estava fechado. :(

Como fomos de carro não sei falar sobre transporte público, mas eu sempre via metrô e ônibus de ‘city tour’, além de ter lido nas minhas pesquisas que lá o metrô funciona direitinho. Uma coisa que achei feia foi que, em vários locais, a linha do metrô passa por cima dos carros, são corredores barulhentos, escuros e que acabam tirando a beleza do lugar mas nem assim Chicago deixa de encantar quem passa por lá. A impressão que tive foi que a cidade não pára, sabe? Aqui em St Louis tudo fecha cedo, é raro encontrar algo que funcione 24h, mas lá é o tempo todo movimentado, muita gente pra lá e pra cá, é cidade grande (e cara) mesmo.

Essa foi a primeira parte sobre a primeira cidade que visitamos, vou dividir o post pra não ficar cansativo.