Natal em Teresina

Vovó ficou com saudades e fez um lanche pra recepcionar a mamãe e minha prima que chegaram de viagem. Era comecinho de dezembro e a pergunta que não queria calar era: e a Carol não vem mesmo passar o Natal? Eu já tinha avisado que estava sem condiçõe$$ de ir. Também deixei claro que não iria sozinha, pois não era justo com o Jr. Então nessa reunião na casa da vovó em Teresina começaram a procurar por passagens pra nós dois. Eu estava na loja entregando meu notebook pra consertar quando minha irmã e uma prima começaram a mandar mensagem, ligar no facetime e tudo que era possível pra falar comigo o mais rápido possível. Não dava pra atender na hora por isso minha irmã resolveu me dar as boas novas por mensagem mesmo. Minha tia deu as passagens de ida de nós dois e a mamãe e a vovó dariam a volta. Foi uma confusão danada (no bom sentido) com as datas e passagens porque como era usando milhas não eram todos os dias que tinha vaga. Na mesma noite a gente já tinha passagem pra passar o Natal em casa (valeu, Nessinha!). É ou não é muita sorte de ter nascido nessa família? Mamãe saiu daqui de STL num dia e só chegou no outro em Teresina e eu fiquei de “luto”. Acordei tão triste no dia seguinte ao que elas foram embora, senti falta do nosso café da manhã e de noite eu já era outra pessoa! A gente sorria do nada e ficava dançando e cantando que ia pra THE. Quem imagina uma cena dessas? Eu e Jr pirando! kkkkkk No final das contas o Jr passou quase um mês em Teresina e eu fiquei um mês e meio. Foi muito bom rever a família e comer tooodas aquelas comidinhas deliciosas. Inclusive no Natal não deixei patê de frango pra ninguém (né, tia Lu?). hahahaha E assim que cheguei já fui trabalhar ajudando a mamãe. Tá certo que no primeiro dia eu só dormi na poltrona e minha irmã que trabalhou, mas depois eu ajudei muito também. :D Passada a fase do aperreio na Doce Vício eu e minha irmã só acordávamos quase na hora do almoço, ficávamos de bobeira em casa, comíamos kreps e churros de tarde no shopping e de noite ainda saíamos pra lanchar. Foram muitos dias felizes assim e no final ainda fiquei de babá da vovó na academia. Como sempre, foram dias intensos e que passaram voando mas voltei mais feliz do que fui. É muito bom estar em casa.

Saidinha com os amigos de escola e Jr.

Saidinha com os amigos de escola e Jr.

Nosso Natal tradicional na casa da vovó, ela quem arruma tudo!

Nosso Natal tradicional na casa da vovó, ela quem arruma tudo!

Comendo kreps depois de assistir "O cravo e a Rosa". Esse pedi pra vir com muita borda!

Comendo kreps depois de assistir “O cravo e a Rosa”. Esse pedi pra vir com muita borda!

E de sobremesa um churros misto. Claro que engordei, né? :D

E de sobremesa um churros misto. Claro que engordei, né? :D

Passamos o Reveillon em casa mas não deixamos de comemorar!

Passamos o Reveillon em casa mas não deixamos de comemorar!

Comemoração dos 20 anos da minha irmã e a mesa de delícias e belezas feitas pela mamãe.

Comemoração dos 20 anos da minha irmã e a mesa de delícias e belezas feitas pela mamãe.

Por último, minha despedida!

Por último, minha despedida!

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Turismo em St Louis

Resolvi fazer um post sobre isso logo porque tive dificuldades em encontrar relatos de turismo aqui em St Louis na internet. Só achei de site de viagens, wikipedia, essas coisas impessoais.

Bom, o Gateway Arch é o monumento mais famoso daqui. Fica no centro da cidade e dá para subir até o topo. Entramos num elevador meio cápsula (claustrofóbico não pode ir, porque é muuuuito apertadinho). Sem falar que por causa da forma da construção ele vai balançando no percurso. Lá em cima tem umas janelinhas e você fica admirando a vista. É legal, mas é rápido, não tem muito o que fazer sabe? Mas lá embaixo na entrada tem um museu e um cineminha e você pode assistir documentários relacionados ao arco. É claro que tem a lojinha de souvenir também. O parque onde o arco fica é bem legal e se não tiver tão frio dá pra fazer uma caminhada que é bem relaxante. Dentro do mesmo parque também fica a Catedral antiga, vale dar uma entradinha.

Aproveitando que já tá no Centro da cidade e é praticamente em frente ao monumento mais famoso de St Louis vá conhecer a Old Courthouse. É um prédio histórico bem bonito. Amo a cúpula de lá!

Se você é daqueles que gosta de conhecer os restaurantes típicos e provar as comidas locais uma boa pedida é ir comer a costelinha de porco do Pappy’s Smokehouse. Chegamos lá 13h e tivemos que enfrentar uma fila imensa!! Já saiu até no programa Man vs food.

Se você vem com criança ou é uma criança por dentro ainda no centro da cidade tem o City Museum. É um museu diferente, super interativo. É uma mistura de playground com museu, dá pra escalar algumas “obras”, escorregar, pintar e jogar em várias exibições. O bom é que fica aberto até a meia-noite e se você for de noite ainda paga mais barato!! Bem pertinho fica o City Garden, várias praças com várias esculturas e fontes e que os americanos adoram (eu não vejo muita graça).

A Cathedral Basilica é outro ponto que vale a pena ser visitado! Remete às igrejas antigas da Europa e tem várias pinturas e mosaicos de deixar qualquer um boquiaberto. O bom é que pode tirar fotos! Se naão for na hora da missa, claro. A mamãe adorou o lugar! Todos os domingos íamos à missa lá.  Fica num bairro bem gostoso, chamado Central West End e tem vários lugares bons pra comer por perto.

Meu lugar favorito em St Louis chama-se Forest Park. É de uma imensidão que é impossível conhecer tudo de uma única vez. Dentro dele tem campo de futebol americano, quadra de tênis, dois museus, restaurantes, pedalinho e um lago. É o lugar que mais gosto de ir, onde tiro as fotos mais bonitas (e onde já peguei uma multa também) e é bem relaxante. Se não tiver muito frio é muito bom dar uma caminhadinha, passar por entre as árvores e lugares em que a água do lago atravessa nosso caminho. É um contato muito bom com a natureza. Lá já visitei o Museu de Arte (que é grátis) e falta o Museu de História.

O Jardim Botânico também vale muuuuito a pena ser visitado (sábado até meio dia é grátis para quem mora aqui), principalmente na primavera. Levei a mamãe e minha prima no final do outono e mesmo assim gostaram (menos do frio, claro). O jardim japonês e o árabe são meus preferidos. Lá dentro tem também a casa de Tower Grove, que foi quem criou o jardim e posteriormente deu nome ao bairro. Também é tão grande que nem sei quem consegue caminhar tudo aquilo em uma só vez. E pertinho de lá tem uma patisseria bem charmosa chamada La Chouquette com lanchinhos interessantes.

Eu sempre levo quem vem me visitar pra conhecer a Washington University in St Louis, porque é onde o Jr estuda e é bem diferente das universidades do Brasil. Prefiro ir num horário que não tem muito aluno e vários prédios ficam fechados, mas se for em dia normal dá pra conhecer tudo e morrer de vontade de estudar lá. A entrada parece de um castelo e tem vários salões dignos de rei mesmo.

Tem também a cervejaria Budweiser que nunca fiz porque não bebo e aí fico com vergonha de ir e não provar o que eles oferecem. hahahaha Mas quem faz o passeio pago diz que é muito bom, porém o grátis é sem graça. Quem for, me conta.

Outros dois restaurantes famosos e a cara de St Louis são Blueberry Hill e Pastaria. O primeiro fica pertinho da universidade, tem vários espaços e vive lotado! É comida americana e eles servem o menu de café da manhã o dia inteiro. Já o segundo é de comida italiana, fica no “bairro” nobre da cidade e é ótimo pra ir comer uma pizza assada em forno a lenha (coisa difícil por aqui) e pedir o crispy risotto balls de entrada.

O post ficou meio longo mas espero que ajude quem tem planos de vir pra cá. Essas são minhas dicas dos lugares mais legais e acho que não esqueci de nenhum lugar que vale a pena conhecer por aqui.

Detroit e dia-a-dia.

NA segunda parte da viagem fomos para Detroit. Na verdade, eu nunca nem tinha pensado em ir pra lá tão cedo! Quando meu irmão chegou meu pai falou pra ele: “já que tá aí vai conhecer Chicago, Detroit, sei lá, o que der e for perto (mais ou menos perto :P).” Então que fui pesquisar e descobri que saindo de Chicago seriam apenas 4h30min também, ou seja, um lugar bem possível de ir. :) Não tô  muito afim de fazer um “roteiro” igual fiz o de Chicago, mas posso dizer que a cidade respira Henry Ford. Fomos ao Museu e fizemos a visita à fábrica da Ford. O museu é bem mais interesssante a meu ver, tem vááários carros legais lá e de todas as épocas. Gente, já falei que gosto de dirigir, e,consequentemente de carro né? Então, esse passeio acho que agrada mais aos maridos (ou irmãos :D). hahahaha Também fomos ao prédio da GM que é lindooo! Tem lojas e até hotel lá dentro. Um arrependimento foi não ter tirado visto pro Canadá e atravessado a fronteira, estava bem convidativo do outro lado do rio. ;)

Esses dias estão sendo bem movimentados por aqui. Comecei na aula de inglês nova, quero sair da antiga mas tô com pena/vergonha de dizer pra professora. ELa é tão legal, mas a outra me ajuda muito mais. Às vezes acho que me importo mais com os outros do que comigo mesmo né? Enfim, toda semana digo que vou criar coragem mas nunca falo. hahahaha Na aula do outro professor a gente sempre discute assuntos um pouco polêmicos e eu adoro. Adoro ouvir as opiniões de uma pessoa com a cultura totalmente diferente da minha, nem sempre concordo mas a gente sempre discute (no sentido bom da palavra). Além disso, ganhei uma colega coreana! O marido dela é americano e também estuda por aqui, alem de ser mais ou menos da mesma idade que a gente. Uma vez já saí pra comer pizza e cupcake com ela e adorei! Foi ótimo!! Durante esses dias também saí com uma brasileira, querida leitora Gleid, que acompanhava o blog antes de vir pra St Louis, assim o contato virtual se tornou real. Aliás, quero muito que outros contatos virtuais se tornem reais!

Minha carteira de motorista chegou mas veio com o meu nome errado!! Ai que triste, tenho que ir lá de nooovo pra consertar. Quando o documento do carro chegou também estava errado, mas eu avisei na hora do requerimento e a mulher disse que só dava pra mudar depois que eu recebesse. Pelo menos já tirei a carteira né? O seguro está ameaçando a gente porque o Jr não tem carteira. kkkkkk Mas ele ligou pra lá hoje e deram um prazo até agosto, então já está mais ou menos resolvido.

Ahh, estamos na temporada de tornados também, ou seja, sempre temos que estar de olho no tempo. Americano é muuuito ligado na previsão do tempo, não sei se é por causa dos desastres naturais ou paranóia, sei lá, sei que tô começando a ficar assim também. hahaha Semana passada eu estava sozinha em casa e o alarme tocando, pensem no nervoso! Agora já sei que tenho que ir pro porão ou pra dentro da banheira. :)

P.s.: Nada a ver com minha vida aqui, mas agora criamos um instagram para a confeitaria da mamãe e pra quem quiser conferir e seguir, é só procurar por @doce_vicio. Pra quem não tem instagram mas quer conferir, é só clicar aqui.

Chicago – parte 2.

No terceiro dia em Chicago tentei sair mais cedo do hotel, mas não sei porquê não consegui. Fiquei tão cansada que achei melhor descansar um pouco antes de sair, o problema é que os horários das atrações pagas não colaboram. Algumas só abrem às 10h da manhã e fecham às 16, 17h. É muito cedo e você tem que sair correndo de uma coisa pra outra. O primeiro lugar que fomos foi o Museu de Ciência e Indústria. O estacionamento lá era mais barato (não significa que não seja caro :D) e quando chegamos tinha pouco carro então conseguimos um bom lugar. O museu é bem interessante, tem muuuita coisa pra ver e as crianças adoram. Eu não sou contra as criancinhas, mas fui num dia de sexta-feira que me parece que é de graça, então já viu! Lotaaaaado!! Tem muita coisa interativa lá e quando eu tava no meio de uma “experiência” lá vinha uma criança e “metia a mão” no meio ou então passava no meio da foto, me danei e não quis mais demorar lá dentro, perdi a paciência. kkkkk Só fui embora de ver praticamente tudo, mas não aproveitei tudo que era pra aproveitar. Se você for nerd lá é um bom lugar pra se divertir. hahaha Almoçamos por perto e meus planos de ir ao Navy Pier foram por água abaixo quando começou a chover. Meu irmão queria ir ao outlet, pois o daqui de St Louis é bem pobrezinho sabe? Então lá fui eu me meter no trânsito de Chicago! EU tinha olhado o percurso pela manhã e vi que demoraria 47 minutos, mas no horário que fui demorei mais de 2h pra chegar. Eu já tava arrependida, mas não tinha pra onde correr. Pra completar tínhamos que pagar pedágio pra sair da highway e entrar na rua do outlet, fiquei com medo pois só aceitava moedas e não tinha atendente, mas ainda bem que eu tinha as moedinhas! PAsseamos e deu pro meu irmão aproveitar bem. Achei que lá era um shopping fechado igual o daqui de St Louis, mas o de lá é aberto e estava beem frio. Agora vou contar o desespero de uma viajante despreparada que tem um celular que descarrega fácil e não comprou um carregador de carro. EU ficava economizando bateria sabe? Nos museus eu desligava o celular e só ligava na hora dos percursos mesmo pra usar o Google Maps como GPS. O problema foi que passei muuuito tempo pra chegar ao meu destino e a bateria do coitado foi praticamente embora. Quem disse que eu sabia voltar? Não era só pegar o caminho de volta porquê depois de lá tínhamos programado um jantar na Fogo de Chão (churrascaria rodízio de comida brasileira). ENquanto meu irmão experimentava roupa eu ficava carregando o celular na loja (quando tinha tomada). Perguntei no balcão de informações do outlet se lá não tinha uma loja ou quiosque que vendesse acessórios pra celular, mas a pessoa me informou que não tinha. Eu já tava desistindo de comprar quando parei numa loja da Sony e perguntei pro vendedor se não tinha mesmo um lugar que vendesse acessórios lá, e num era que tinha um bem em frente à loja? O senhor não era muito simpático nem os preços amigos, maaas foi o que me salvou, senão até hoje tava no banheiro daquele outlet carregando o celular. Depois conseguimos chegar à churrascaria e fiquei tããão feliz!! Comi picanha, pão de queijo, banana assada caramelizada (que quase derretia na boca), farofa e outras coisas. Uma americana me perguntou o que era farofa, se eu já tinha comido e gostado, com o quê eu comia, ela e a amiga estavam com medo de provar nossa farofinha. hahahaha Em seguida fomos pro hotel e no outro dia nos despedimos dessa cidade que deixou saudades. Se vocês tiverem contado só visitamos quatro atrações e tínhamos direito a cinco, mas o tempo não deu pra ir conhecer. Com o Citypass ainda podíamos escolher entre o Museu de Artes e o Planetário, entretanto não arranjamos tempo. Outra coisa famosa da cidade e que ficou faltando conhecer foi o Navy Pier, mas acredito que outras oportunidades virão. :)

Chicago – parte 1.

Meu irmão veio passar 23 dias e minha cidade não é tão grande nem famosa, então aproveitando que ele já estava aqui fomos a duas cidades: uma perto e outra nem tanto, mas tudo valeu a pena. Primeiro fomos para Chicago. Pesquisei e vi que o trânsito de lá era complicado, mas achei melhor ir de carro mesmo. Eu gosto de dirigir, então isso não foi problema. De St Louis pra lá foram 4h 30min de viagem e a estrada era ótima. Uma coisa que deixou meu irmão impressionado foi que as estradas nunca se cruzam em sentido contrário, na maior parte do caminho eram duas de cada lado, separadas por uma muretinha ou “jardim”. A medida que a gente se aproximava de uma cidade maior as pistas contavam com 5 ou 6 faixas. Durante o percurso vimos alguns carros da polícia monitorando nossa velocidade e eu, como sou medrosa e não estou no meu país, não excedi os limites de velocidade. Muitos carros  me ultrapassaram e até faziam pressão pra andar mais rápido, mas eu prefiro me conter mesmo.

Programei chegar em Chicago às 15h de uma quarta feira, que era a hora do check in do nosso hotel (a grande maioria dos hotéis usam esse horário) e ficar até o sábado de manhã. Nosso hotel não ficava no centro, mas era bem localizado e, de carro, só eram 10 ou 20 minutos até os pontos turísticos famosos. Esse tempo de percurso poderia aumentar de acordo com o horário, pois realmente o trânsito de lá é beeem diferente do daqui, é de cidade grande mesmo. Antes de ir pesquisei e vi que estava tendo show do Blue Man Group por lá e quis logo garantir  nossos ingressos, então depois do check in e almoço fui logo comprá-los para assistir no dia seguinte. EM seguida fomos ao Skydeck (antiga Sears Tower), que é um prédio com 103 andares e possui um observatório no seu ponto mais alto, por isso é um dos pontos turísticos mais famosos e visitados da cidade. Eu tinha planejado chegar lá de tardezinha, pra ver a cidade durante o dia e durante a noite, mas por causa do trânsito não foi possível. Deixei o carro num estacionamento, mas achei caro, embora depois eu tenha feito as contas e visto que se tivesse ido de metrô nossas passagens somariam mais do que o que pagamos pra estacionar. Eu confundi o horário de funcionamento do Skydeck (que só é até 8 p.m) e acabou que chegamos quase na hora de fechar. Na entrada comprei o Citypass, que é um passe que você ao adquirir tem direito a visitar 5 atrações de Chicago (já pré-selecionadas) e ainda ganha alguns descontos em alguns locais, inclusive no Blue Man Group que eu tinha acabado de comprar. :( Esse passe dá direito a entrada “vip” e algumas atrações e exibições que você teria que pagar por fora caso comprasse o ingresso individual em cada lugar. Voltando ao Skydeck, o elevador que nos leva até o topo “demora” apenas 60 segundos pra chegar lá em cima, é muito rápido, mas eu nem senti (tinha uma menina no elevador com a gente que tava “passando mal” hahahaha).  Assim que cheguei lá em cima fiquei decepcionada, não vi nada de diferente, era apenas um observatório, a diferença é que você vê tudo menor… Tem umas lunetas lá dentro pra você enxergar melhor mas só funcionam se pagar, então deixamos pra lá. Eu já sabia que lá dentro também tinha uma “sacada” de vidro, que você via o chão lááá do 103º andar e foi o que fez valer a pena a visita pra mim. No começo eu fiquei só olhando, mas é claro que estando lá não ia perder a oportunidade de pisar e tirar foto no lugar mais legal do Skydeck! hahahaha É bem disputado, tiramos umas fotos e apareceram outras pessoas, mas depois faltavam apenas 15 minutos pra fechar e voltamos lá, estava mais calmo. Pra quem não quer intrusos nas fotos e está tranquilo financeiramente tem uma sacada apenas para fotos pagas. Depois de lá ainda cogitei ir pra um restaurante, mas estávamos cansados e só passamos no Mc Donald’s pra pegar um lanche (porquê até o estacionamento do Mc era pago!!).

Piso de vidro no 103º andar.

Piso de vidro no 103º andar.

No dia seguinte fomos tomar café num lugar bem legal, tem vááárias opções mas são bem americanizadas messmo, típico de verdade. Inclusive lá tem um cardápio com os preferidos do presidente Obama. Em seguida visitamos o The Field Museum e me senti naquele filme “Uma noite no museu” hahaha. Fomos de carro e por isso gastamos 20 dólares só no estacionamento. Lá é bem bonito, tem muitas coisas pra ver e mesmo que você vá passando rápido pelas exposições leva um bom tempo lá dentro. Eu não sou muito fã de museu, mas estava incluso no Citypass  e é um dos locais que você deve ir quando visita a cidade. No mesmo complexo tem também o Shedd Aquarium que visitamos logo depois de um lanchinho no Field Museum. Nosso passe dava direito ao show aquático mas quando chegamos fomos informados de que o show já estava lotado, uma pena. Mesmo assim, como já estava lá (e o estacionamento é caro) resolvemos visitar naquele dia e também tínhamos entradas para o cinema 4D e uma exibição de água-viva. Pra ser sincera gostei muito mais do Aquário do que do museu, era tudo lindoooo!! Sem falar que também tem um pedacinho do aquário dedicado apenas à Amazônia. Também leva-se muito tempo lá dentro, eu quis ver tudo e com calma, então… Achei muito bem bolada a ideia de colocar um aquário à beira do Lago Michigan, inclusive na parte que tem as baleias a impressão que a gente tem é que os dois se conectam. Quando saímos de lá fomos ao Millenium Park, onde tem aquelas esculturas (é esse o nome?) de aço e que se tornaram cartão postal de Chicago. Não demoramos muito e nem tem o que demorar mesmo, a não ser que você queira caminhar na avenida mais famosa da cidade depois, não era nosso caso pois além de não querermos comprar nada, o frio estava muito! De lá não daria tempo voltar no Hotel e ir pro show do Blue Man Group, então passamos numas lojas que meu irmão queria ir e chegamos uma hora antes do espetáculo começar. Como chegamos cedo estacionamos na melhor vaga: em frente ao teatro! Só estava preocupada com medo do meu tempo de estacionamento na rua acabar antes do show e correr o risco de ter o carro rebocado, mas aí fui informada que depois das 21h eu não precisava me preocupar. :)) O show é incrível, muuito bom mesmo!! Fiquei encantada com a banda que faz parte da apresentação também. QUem tiver oportunidade de assistí-los não pode deixar passar! É animação do começo ao fim.

Uma noite no museu. :P

Uma noite no museu. :P

Na parte do Havaí do aquário.

Na parte do Havaí do aquário.

The "bean" (o feijão) como os americanos chamam...

The “bean” (o feijão) como os americanos chamam

Adorei poder tirar foto com ele!!

Adorei poder tirar foto com ele!!

Baixei um aplicativo no celular que me mostra todos os restaurantes na área que estou, mostra se o público aprova ou não o local e o que acham dele. Também podemos pesquisar por tipo de comida, então lá fui eu procurar a brasileira. :DDD Achei um lugar que vendia pão de queijo, coxinha, empada e outras coisas gostosas que não achamos por aqui e bem perto do teatro onde foi o show, mas quando chegamos lá já estava fechado. :(

Como fomos de carro não sei falar sobre transporte público, mas eu sempre via metrô e ônibus de ‘city tour’, além de ter lido nas minhas pesquisas que lá o metrô funciona direitinho. Uma coisa que achei feia foi que, em vários locais, a linha do metrô passa por cima dos carros, são corredores barulhentos, escuros e que acabam tirando a beleza do lugar mas nem assim Chicago deixa de encantar quem passa por lá. A impressão que tive foi que a cidade não pára, sabe? Aqui em St Louis tudo fecha cedo, é raro encontrar algo que funcione 24h, mas lá é o tempo todo movimentado, muita gente pra lá e pra cá, é cidade grande (e cara) mesmo.

Essa foi a primeira parte sobre a primeira cidade que visitamos, vou dividir o post pra não ficar cansativo.

Voltei!

Minha temporada de um mês no Brasil foi maravilhosa. Agora voltei e estou com muita saudade. Chorei no aeroporto em Fortaleza, chorei em Brasília (porquê pensei: agora vai, tô saindo do Brasil), chorei em Miami (parecia que ainda tava no Brasil, porque lá né…enfim) mas abri um sorriso enoooorme quando cheguei aqui e vi quem tava me esperando. Jr teve que voltar 10 dias antes por causa do início das aulas e eu resolvi ficar mais um pouquinho. Ninguém sabia, dei a notícia durante a Ceia de Natal e acharam que eu ia dizer que tava grávida. kkkkk No vôo mais longo (BSB-MIA) sentei ao lado de um jovem casal de médicos e ficamos conversando a viagem inteira, adorei. Ficamos juntos até a hora deles embarcarem pra NYC. Depois que o Jr voltou aproveitei para ir ao litoral piauiense com meus pais e aproveitar mais deles dois mesmo. Estava tudo muito calmo e foi ótimo. Tomei banho de mar todos os dias com o papai e um dia a mamãe resolveu ir também. Há tempos não fazíamos isso juntos. Nem sou muito ligada à essa coisa de energias, mas acho que renovamos mesmo as nossas durante os dias que ficamos na praia.

Trouxe uma caixa com arroz (o daqui não é igual), feijão, leite Ninho (aqui tem mas é difícil pra achar e mais caro), Toddynho, flocão de arroz e milho (amo cuscuz), fécula pra fazer beiju, Nescau e outras coisas. No aeroporto de Brasília me chamaram no sistema de som porquê disseram que não conseguiram descobrir o que eu estava levando na caixa, então eles tinham que abrir. Quando cheguei em Miami, cadê a caixa?? Só achei minha mala. Depois pedi informações e achei-a. Na hora de reembarcar minha bagagem despachada fui encaminhada pra um outro raio-x que eles passam apenas quem acham suspeito. Eu estava tranquila porquê sabia que o que tinha nas minhas coisas não era nada proibido.

Na imigração foi super tranquilo. Entrei por Miami e o agente foi muito simpático. Sorridente e praticamente não fez perguntas.

Ontem eu ainda tava muito cansada dessa peregrinação por aeroportos, mas hoje já estou melhor e fiz beiju pro café da manhã e também preparei o almoço. Tenho que arrumar a casa e desfazer minhas malas (inclusive a do Jr, que ainda hoje ele nem mexeu). Aos poucos a bagunça que está aqui vai sumir (assim espero) e os posts voltarão normalmente. :)

Passeio com uma colega.

Já falei pra vocês que conheci uma menina da Síria e que logo nos identificamos né?! Então, o niver do Jr está chegando e eu queria ir ver umas coisas no shopping pra comprar o presente dele. Criei coragem e chamei ela pra ir comigo, afinal só se faz amizade tendo mais contato né?! ELa conhece muita gente na cidade, o cunhado e a família moram aqui e o marido também já morava na cidade antes dela vir. Mas eu não tenho ninguém, por isso chamei ela pra ir comigo mesmo sem taaanta intimidade assim. Nos encontramos e ela realmente me ajudou, disse o que pensava sobre o presente e me deu dicas de onde comprar outras coisas mais baratas. Ela já veio muitas vezes antes de casar e conhece muito mais coisas que eu na cidade. Lanchamos, falamos sobre nossas culturas e famílias e passeamos muito. Ela também tinha que comprar uns presentes e também ajudei-a. No meio do nosso passeio ela recebeu umas ligações e falava em árabe, muito legal!! Depois do shopping fomos em outra loja que tinha me falado e ela perguntou como eu ia voltar pra casa. Eu fiquei sem entender, porque jurava que como ela tava de carro e tínhamos saído do shopping ela viria me deixar em casa, mas aí respondi que ia ser de metrô. Perto da loja não tinha nenhuma parada, então fomos pro apartamento dela (que era perto) e ela perguntou pro porteiro onde era a estação mais próxima. Mesmo seguindo o caminho que ele falou não chegamos lá, isso já era 21h e eu estava cheia de sacolas. Eu já tava com vergonha porque não sabia onde era a parada e não conseguia ajudar a encontrar. Também não entendi porque ela não usou o GPS que tinha usado para chegarmos até a loja. Acabou que ela me deixou num lugar escuro e disse pra eu achar a parada, que devia ser na rua de trás e me ligava em dez minutos pra saber se eu tinha achado. Ela não foi rude ou chata, pelo contrário, mas até chorei quando desci do carro. Estava tarde, escuro, cheia de sacolas e perdida. O lugar que desci era o fundo de um estacionamento, quando cheguei na frente dele reconheci a rua que uma vez tinha ido com o Jr, aí me achei e vi a parada. Ufa!!! Apesar de conhecer e conversar mais com ela, a parte mais legal do meu dia foi chegar na minha estação e ver o reflexo do Jr no vidro esperando por mim, quando desci do trem ele abriu um sorriso enorme e aí toda a tristeza do momento anterior foi embora. Quando cheguei em casa percebi o tanto que tinha andado, meu corpo sentiu e a perna começou a doer, tanto que ontem nem consegui ir pra aula com dor nas pernas…

Jr tem um encontro semanal com o orientador dele e toda vez volta cheio de histórias matemáticas. Não são chatas, até porque as que ele me conta geralmente são fofocas do mundo dos nerds. kkkkkk Ele também fala em que cidade os professores participam de congressos, trabalham, fazem pós doutorados e outras coisas em nome da carreira. O orientador dele (americano) já morou na Inglaterra pra lecionar por lá e na Alemanha pra fazer pós-doutorado, além de ter morado em vários estados aqui dos EUA. Já participou de congressos na França, Japão e não sei quantos outros lugares! E quando o Jr chega contando isso eu já me imagino morando em outros países, falando outras línguas e conhecendo outras culturas. Eu gosto daqui, mas sinceramente não me importo de viver feito “caixeiro viajante”. Eu via a propaganda que dizia “Yázigi, você cidadão do mundo!” e não entendia. Agora sim, isso faz sentido pra mim! Morar em países diferentes não me assusta, pelo contrário, me fascina. Sou brasileira, mas por enquanto “americana” e porquê não depois ser alemã, francesa ou até japonesa?! Virei cidadã do mundo.

Era pra ter sido de algum jeito, mas foi assim.

Ontem, quarta-feira, era pra gente ter feito a conta no banco, era pra gente ter terminado de arrumar o apartamento, era pra gente ter ido olhar um curso de inglês pra mim, era para termos feito várias coisas. Mas no banco não deu certo porque só tinha horário pra amanhã, o Jr terminou de montar a estante de livros mas a de roupas ainda ta aqui do mesmo jeito. Juntei o lixo do apartamento todo só num lugar pra ver se ficava mais organizado. Falar em lixo ainda não sei se o lixo aqui é separado. Lá fora tem duas lixeiras, não sei se uma é pra recicláveis e outra pra orgânicos, ainda vou descobrir. Outra coisa bem diferente aqui é pra ligar o forno do fogão. O Jr, tadinho, ficou quase uma hora tentando ligar, levou a luminária pra enxergar melhor e o ipad pra ver vídeo ensinando. kkkk Me chamou várias vezes pra ajudar, mas eu também não sabia como era. Depois de muitos vídeos ele descobriu que tem que tirar a tampa do fogão, a grelha, e outra coisa que tem no fogão daqui e ligar só uma chamazinha que depois acende o forno todo e tem que colocar tudo no lugar depois. A maior complicação, considerando que aqui é o país da tecnologia. Em se tratando de tecnologia compramos também uma impressora wireless que custou apenas $35 dólares (EPSON) e estamos muito felizes com o resultado. Parece me que nos EUA têm uma lei sobre a água que chega às torneiras; elas devem ser potáveis, ou seja, eles bebem água da torneira (é por isso que nos restaurantes eles não cobram água). Também ainda não me acostumei com isso e fiquei sabendo ontem, então compramos 3 galões de água (não sei quantos litros…) e ainda não estamos bebendo água da torneira. hahahaVoltando ao primeiro assunto, também não fomos olhar o curso de inglês pra mim porque o 3g do ipad do Jr não tava prestando e a gente foi na loja tentar resolver (foi resolvido por telefone, se a gente soubesse antes..). Como eu queria voltar logo pra casa e terminar de arrumar viemos logo embora. Chegando aqui o Jr montou a estante, depois foi pra academia (antes que ficasse escuro) e disse que ia montar as gavetas quando voltasse. Maaas, logo ele chegou e descobriu que a academia só vai começar segunda porque o personal trainer só desocupa segunda (além do preço ser super acessível ainda ganha o personal trainer durante um mês). Ah, descobrimos que ele tem acesso à academia da universidade, mas ele já fez o contrato de um ano com essa aqui pertinho então vamos esperar acabar. Ainda temos muito tempo pra aproveitar tudo que a WUSTL oferece. Aqui as mulheres negras são muuuito vaidosas e cada uma faz um penteado diferente, às vezes legal, às vezes estranho. Mas aqui as pessoas não ligam muito para as roupas uns dos outros. Elas saem na rua de pijama até! Os homens (até agora só vi homens) têm uma cultura de calçar o chinelo com uma meia. Eu acho horrível, mas o Jr adorou essa moda  e já até aderiu (¬¬). Almoçamos num restaurante ótimo e que só tocava músicas boas. Tocou  essa  e eu só lembrei da mamãe que adora essa banda (meus olhos encheram de lágrimas, ops, de saudade) e em seguida tocou Beatles (que é a cara do papai!)… Estamos nos acostumando aos pouquinhos e entrando devagarzinho nesse mundo que antes não nos pertencia. Agora são muitas dúvidas, mas com o passar do tempo nos integraremos.

Primeiros dias, primeiras impressões.

Quando finalmente conseguimos chegar ao nosso hotel estávamos mortos de cansados, mas não podíamos parar porque muita coisa tínhamos para fazer naquele dia. Pedimos informações no hotel sobre onde poderíamos almoçar. A atendente foi super prestativa e disse um lugar que tinha vários restaurantes e ainda falou quais eram os melhores naquele lugar! Ela explicou também como se chegava lá, mas eu não entendi nada!!! Jurava que o Jr tinha decorado o que ela falou, mas ele também não entendeu. Mesmo com um mapinha na mão estávamos perdidos (se a Bruna Canuto estivesse aqui não nos perderíamos nunca com um mapa ao nosso alcance! hahaha). Pedimos informações vááárias vezes mas nunca entendíamos o caminho direito. Fizemos a maior volta, mas conseguimos chegar. A gente não tava entendendo porque a mulher do hotel falou que era tão perto se era tão longe!!! Mas depois entendemos que fizemos o caminho errado… kkkk Depois de chegar no tal lugar onde tudo acontece por aqui só vi sorveteria e restaurante mexicano, logo depois vimos um árabe e como estávamos famintos resolvemos entrar. Pedimos um bife kafta, mas só vinha um mini pedaço de carne e muuuuuito arroz e muuuuuuuuuita salada. Não gostei. Mas pelo menos não tinha almoçado sanduíche… Ao sairmos de lá fomos conhecer o professor do Jr. Muuito prestativo, gente boa mesmo. Apresentou a gente para as secretárias da parte da Matemática. Ficou acertado que quinta feira voltaremos lá para preencher a papelada. Depois de lá fomos pegar as chaves do apartamento e finalmente conhecer o lugar que vamos morar. Gostamos, mas achamos que seria diferente. O apartamento está meio sujo e vamos fazer a faxina amanhã. Depois de lá fomos ver se comprávamos a cama no Walmart mas eles não tinham serviço de entrega, então desistimos. Saimos de lá sem saber para onde ir, a gente tinha que comprar a cama no primeiro dia para quando fossemos para o apartamento ela já está lá. Ficamos na porta de la, um olhando pro outro…Olhei pra frente e vi uma loja chamada Mattress Firm. Meus olhos brilharam!!! Mattress quer dizer colchão, então… Fomos lá, a atendente era muuuito simpática e eles tinham serviço de entrega. Oba!! Compramos nossa primeira cama. Depois disso voltamos para o hotel. Hoje, segundo dia, tomamos café aqui no hotel mas acordamos quase na hora de acabar, então tinha pouca coisa. Saimos para a Galleria (o shopping daqui) em busca de um tênis confortável pro Jr, mas não achamos. Em compensação, comprei meu celular e compramos dois chips em que podemos receber ligações internacionais sem pagar a mais por isso. Ainda não conseguimos habilitar porque os cartões que trouxemos não foram aceitos. Semana que vem vamos ao banco abrir uma conta e aí sim conseguiremos habilitar os celulares. Saindo do shopping fomos ao Target, uma mega loja tipo Extra mas beeeem maior, que vende tuuudo no mundo em busca das coisinhas pro nosso apartamento. Achamos tudo que queriamos por um preço bem acessível. Assim, não é nada muuuito bonito, chique, essas coisas, mas estamos bem satisfeitos. Chegamos agora e não tem como ficarmos gastando muito dinheiro com supérfluos. Pedimos uma van e levamos as coisas pra nossa casinha. Não tínhamos noção da hora e achamos que já estava tarde. Vamos montar e limpar tudo só amanhã. Nossas primeiras impressões foram que aqui todo mundo é bem educado (tirando taxista, que parece que em todo o mundo não é lá essas coisas de simpático…) e prestativo. A cidade é calma , limpa e parece ser um ótimo lugar para morar.

Correria nos aeroportos.

Saímos de madrugada de Teresina com destino à Fortaleza. Mas de lá só sairíamos às 16:30. Quando chegamos ao aeroporto fomos embalar nossas malas naqueles ‘protect bags’. Veio aí o primeiro stress: o plástico rasgava só passando a unha, mas tudo bem. Ao fazer o check-in a operadora da Gol viu no sistema que teríamos que retirar as malas e  fazermos outro check-in em SP (sendo que a diferença de um vôo para o outro era 1:30). Pedimos para retirarmos as bagagens só quando chegássemos nos EUA para não correr o perigo de perder o vôo internacional. Durante a viagem de Fortaleza pra SP enfrentamos muuuuita turbulência, nunca um avião tinha tremido tanto! Por isso, demorou mais um pouquinho e chegamos em SP em cima da hora. Atravessamos o aeroporto de Guarulhos correndo, morrendo de fome, sem tempo nem pra olhar pro lado e chegamos ao guichê da Delta. Passaram a gente na frente de outras pessoas e foram super atenciosos. Daí, corremos para o embarque! A fila para apresentar o passaporte estava enoooooooorme e quando conseguimos passar por ela corremos de novo até o portão de embarque (que já tinha começado). Ufa, cansei só de escrever imagine na hora como não estava meu coração. Depois dessa correria fiquei tranquila porque o Jr disse que tinha marcado os assentos um do lado do outro na parte do avião que só tem duas poltronas!!! Quando achamos o lugar, adivinhem: eu estava em uma fileira no meio de dois homens e o Jr em outra fileira no meio de dois homens. Aff, bateu o desespero! Como aguentar um voo com essa duração no meio de dois desconhecidos?? Meus olhos encheram de lágrima, o Jr me olhou com uma carinha… :( E ai vocês estão se perguntando: e porque eles não pediram pra trocar? Caaalma!! hahaha Jr fez a primeira tentativa, olhou pro japinha do lado dele e pediu pra trocar comigo, o carinha so olhou pra mim e soltou um sorry pro maridinho, disse que tinha reservado aquele assento. Continuei com cara de choro, mas o Jr não desistiu. Foi atrás do comissário pra achar um lugar pra nós dois. Na volta, achou um brasileiro que estava com a mulher e dois filhos e a esposa com um filho tinham ficado láááá atrás e ele estava atrás da gente (no meio). Conseguimos trocar! Ebaaaa!! FInalmente juntossss! Quando chegamos na poltrona…era a última do avião e não dava pra reclinar. Aff, uma hora dessas eu já nem sei o que eu tava sentindo…Mas pelo menos eu tava com meu bebê e não entre dois senhores esquisitos e americanos do meu lado. Aí aparece o comissário e diz: vocês viram que tem dois lugares juntos lá na frente? Oba!!!!!! Juntos e com a cadeira que reclina, pra que melhor? Tinha um japa americano do meu lado simpático, mas que não cheirava nada bem…foi o jeito aguentar. Chegando na terra do tio Sam enfrentamos maaais uma fila gigantesca e ficamos esperando 1 hora e meia para sermos atendidos pela imigração. Ainda faltava uma viagem para chegarmos finalmente ao nosso destino final. A hora ia passando e a gente achando que ia perder o vôo porque já estava em cima da hora!!! O aeroporto de Atlanta é tão gigante que tem um trem dentro, fiquei :OOO. hahha  O Jr estava atrás de mim, aí eu fui entrar no trem e ele disse: tu vai pra ooonde? Achando que eu ia era embora do aeroporto. kkkkk Enfim, corremos andamos muito mais que em SP mas chegamos na hora do embarque. Cadeira separadas novamente, mas pelo menos agora era só uma horinha, dava pra ter alguém esquisito do lado… Detalhe: se a pessoa da Delta que fez meu check in sabia que tinha dois lugares vagos um ao lado do outro porque nos colocou bem no meio e separados? Eu hein, vai entender… Enfim, chegamos bem e por enquanto estamos num hotel maravilhoso. Estamos muito felizes apesar da saudade!

 

ps: desculpa os erros de português, tava com muito sono quando escrevi.